Da matéria da Folha de S. Paulo com o presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), Marco Antonio Raupp, no último sábado (19/7), por ocasião da 60ª reunião da SBPC: “Para o matemático Marco Antonio Raupp, o atraso do Brasil em inovação tecnológica é legado da cultura empresarial brasileira que mostra aversão a investimentos de retorno a longo prazo e dialoga mal com a academia. Ele não isenta as universidades de culpa, mas diz que quem tem de agir agora são as empresas” (leia a entrevista na íntegra clicando aqui). Isso está em perfeita sintonia com a ótima entrevista que damos na HSM Management julho-agosto com o físico Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, responsável pela criação da Inova, a agência de inovação que é líder de patentes no Brasil. Mas a entrevista do Brito Cruz foi além, descrevendo todos os instrumentos que os empresários agora têm a sua disposição para inovar (isso tudo é super recente) e explicando que só tendo pesquisadores internamente (e não apenas com parcerias com universidades ou atuação em parques tecnológicos) é que as empresas vão realmente conseguir inovar. Enfim, acho imperdível para todo mundo que pensa em inovação hoje. E como não pensar em inovação hoje é impensável, a entrevista do Brito Cruz é imperdível. Ponto. (E, no tsunami mundial de inovações, outra expressão muito feliz do Vicente Falconi, ou as empresas brasileiras começam a inovar pra valer, ou, pela análise geral, o Brasil vai dançar…)PS: Vale dar uma olhada no site oficial da 60ª reunião da SBPC. Empresários, gestores & cia., está mais que na hora de acompanharmos essas coisas e convivermos com matemáticos, físicos e outros cientistas.
Arquivo para updates sobre 'inovação'
Roomba é um robozinho, desenvolvido pela iRobot, feito para aspirar o chão de casa. A empresa foi fundada em 1990 pelo pessoal de robótica do MIT e já ganhou diversos prêmio de inovação e design. Abaixo o menino em ação:
Depois do jump, a linha militar da iRobot
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A Keetsa é uma empresa americana que desenvolveu toda uma linha de “cama” feita de materiais reciclados. Como se não bastasse, os colchões são empacotados para caberem nessa caixa verde (foto). Com isso fica mais fácil e barato de transportar, diminuindo o “custo” para o meio ambiente. Ao chegar em casa, é só tirar da caixa que o colchão volta ao tamanho normal. Genial!
O RechargePod é uma estação de carregamento de baterias de celular, desenvolvida para eventos outdoor, movida a energia solar e eólica. A estação foi inaugurada este ano no festival de Glastonbury na Inglaterra. Clique na foto para visualizar melhor.
Especialista em Engenharia de Software, Sílvio Meira, é reconhecido por sua dedicação a estudar o impacto das tecnologias sobre a sociedade. Durante os eventos realizados em Belo Horizonte, Curitiba e Brasília, ministrou a palestra “Convergência: presente, passado e futuro das telecomunicações”. Meira colocou ao público sua visão sobre como as tecnologias evoluíram até os dias de hoje e como vêm afetando as empresas e os relacionamentos. Apresentou, em seguida, suas previsões sobre os próximos estágios. Confira sua apresentação!
No final de “A Cauda Longa”, existe um capítulo chamado “Coda: Tomorrow´s Tail” onde Chris Anderson escreve sobre a fabricação digital usando impressoras 3D. Será que isso é possível?
ficou curioso (a)?
fab / fabbing/ digital fabrication / rapid prototyping / reprap
Chris Anderson defendeu que o futuro dos negócios deve ser grátis na revista HSM Management de maio-junho 2008. Uma frase em especial me pareceu ser a consolidação da sua teoria: “Todo o conteúdo digital deve ser grátis”.
Um fator importante de mudança econômica nos últimos tempos, é que capital deixou de ser o maior bem do capitalismo. Em um mercado mundial com liquidez excedente, empreendedorismo e idéias ultrapassaram em importância o papel do capital. Neste cenário, as novas idéias terão que ser recompensadas de forma satisfatória ou não existirá incentivo para o crescimento econômico. De maneira simplista, tudo que é hoje produzido nada mais é do que uma idéia mais capital, mão-de-obra, e matéria-prima.
Agora, o que muda para conteúdo digital? Absolutamente nada. Bem, críticos poderão argumentar que existe uma pequena diferença. Conteúdo digital não requer matéria-prima. Sem matéria-prima, os custos de reprodução caem. Como disse, Chris Anderson: Custos tendem a zero. E se não existe custos como podemos cobrar por isso. Mas esta afirmação é, no mínimo, equivocada.
Continue reading ‘FREE – Por que geralmente pagamos caro quando o que compramos foi grátis?’
Shi Yuan criou um papel de parede usando uma tinta sensível ao calor…

a medida que o quarto começa a aquecer…

as flores começam a aparecer.
Gostei tanto de um post no blog Futuro.vc do Marcelo Nóbrega que replico aqui na íntegra.
Para muitos, o YouTube é um concorrente da televisão, mas falta ao serviço o principal - estar na TV. Enquanto o agregador de vídeos não entrar de vez na telinha, continuará restrito aos milhões de internautas, descartando os bilhões de telespectadores.
O YouTube sabe disso e desde o lançamento da API do serviço tem estimulado o seu uso pelos fabricantes de set-top boxes e televisores e os resultados começam a aparecer. Desde o ano passado, a Apple TV permite o acesso aos vídeos do serviço por uma interface esperta, mas Panasonic e agora a Sony implementaram o uso do YouTube em TVs de plasma e LCD.
O Bravia Internet Link é um set-top box para as TVs da empresa que oferece acesso a conteúdo do YouTube, Yahoo e outros parceiros. Funciona como um intermediário entre a internet e o televisor, reformatando o que está disponível no browser do computador. Os pontos positivos são contrastados pela validação necessária do conteúdo pela Sony - não poderia fazer uma versão para a Bravia do Futuro.vc sem passar por um licenciamento trabalhoso.
Confira um vídeo do Internet Link em ação numa demonstração da Sony, em Nova York:
Aposto no sucesso do YouTube e qualquer outro agregador de vídeo na TV, tão importante como a expansão para a telinha do celular. Se vai substituir a televisão, é muito cedo para dizer. Mas que sacode o status quo, não há dúvida.
O iPhone 3G já é realidade e com ele virão diversas novas funcionalidades que o tornarão muito mais útil. Algumas dessas funcionalidades parecem ser irrelevantes para a maioria das pessoas. O GPS integrado, por exemplo, trás a capacidade de tirarmos fotos e sabermos a localização geográfica exata de onde elas foram tiradas. Parece irrelevante mas pense nas possibilidades se usarmos o GPS com redes sociais e realidades virtuais.
Ficou um pouco confuso? Veja essa o vídeo abaixo de um exemplo com o Microsoft Live Lab Photosynth.
Escrevi sobre física quântica aqui há algum tempo, confesso que o assunto me fascina. Pois um dos ícones da física quântica, Amit Goswami, esteve no Brasil semana passada para a Conferência Internacional Ethos 2008 (já tinha sido entrevistado no programa Roda Viva em 2004). No livro “O Universo Autoconsciente”, Goswami diz que, se os estudos atuais nessa área se desenvolverem, logo no início do terceiro milênio Deus será objeto de ciência e não mais de religião (mas não é um Deus parecido com um imperador). Imaginem como isso pode mudar totalmente os paradigmas! Queria trazer aqui algumas idéias desse físico :
- Nem o mundo está determinado (como sugerem as religiões), uma vez que a física quântica descobriu o princípio da incerteza e a onda de possibilidades, nem existe o livre-arbítrio de que tanto se fala por aí, pois experimentos já cansaram de provar que estamos condicionados demais para isso.
- Deus é uma espécie de consciência cósmica. Há movimentos descontínuos no mundo para os quais não existe explicação matemática ou lógica, mas, mesmo assim, tudo é totalmente objetivo, não arbitrário. Daí a idéia da existência de Deus e de que Ele age de forma objetiva, bem definida.
- Estamos começando a entender a natureza (e a importância) da criatividade. Einstein disse “Não descobri a Teoria da Relatividade apenas com o pensamento racional”, porque ele já sabia que a criatividade era importante. Agora, quase cem anos de pesquisas sobre criatividade estão mostrando que os cientistas também dependem da intuição.
- Galileu definiu os dois princípios da ciência: ela deve ser verificável e deve ser útil. O último princípio é o mais importante, mas alguns parecem achar que é o menos importante. Assim, é importantíssimo o efeito placebo, por exemplo, e toda a medicina mental, que faz a mente influir no corpo. Deepak Chopra começou a fazer uma revolução nesse sentido, com seu livro “Cura Quântica”, há dez anos.
- Nossa sociedade está em grande perigo nestes tempos, porque os indivíduos se tornaram objetos. As pessoas perseguem o sentido no mundo material e não há lugar para o sentido na matéria. E a transformação de indivíduos (sem sentido) em objetos significa sua permanência apenas como possibilidades.
Para um pouco mais dessa loucura, clique na transcrição integral do Roda Viva (de 2004).

Achei essa ótima matéria no NYT sobre Shigeru Miyamoto, o pai do video game Wii. Qualquer pessoa que já tenha visto alguém jogar sabe que o game é um arraso quando o assunto é usabilidade. As crianças também vão a loucura com a possibilidade de customizar e interagir com os personagens.
Wii é um exemplo clássico de um produto que busca competir com uma estratégia do Oceano Azul. Quer saber o que o Wii tem a ver com o Cirque du Soleil e H2OH compre o ótimo livro “A Estratégia do Oceano Azul” do W. Chan Kim.
Ouça também o podcast com W. Chan Kim:
Update:
Para ler a matéria do The New York Times traduzida, clique aqui.
Ontem as ações da Nintendo passaram a valer mais que as do Google, fechando num valor de US$567,86 contra US$560,90.
Este é um pequeno vídeo da “aparição” de Ray Kurzweil durante o Thinking Digital Conference ontem na Inglaterra. Ao invés de viajar até o local do evento, Kurzweil foi via Teleportec . Um detalhe: ele consegue ver a platéia perfeitamente! Durante um dos eventos da HSM, ele fez a mesma coisa e teve gente querendo subir no palco pra tentar tocar nele…
De 1985 à atualidade: vinte e três anos de história dos telefones móveis em um vídeo, com pausas nos modelos que pautaram revoluções de mercado e tecnológicas. Meu primeiro celular, um Motorola StarTAC lançado em 1996, aparece aos 38″ e parece peça de museu.
