15/03/2010   RSS posts: 1526comentários: 2.988 updaters: 558
Seja bem-vindo(a) ao Blog da HSM / Alameda Mamoré, 989, - 13º andar / Barueri, Alphaville SP

Archive for the 'inovação' Category

Post-its de domingo: tablets e e-books, inovação contra custo Brasil e eike-calculator

YouTube Preview Image
  • Primeiro foi o Kindle da Amazon (e toda a evolução da empresa de Jeff Bezos catalisada pelo aparelhinho, como mostramos na HSM Management nº 78). Agora está chegando o iPad da Apple. E, em breve,  virá o Courier da Microsoft. Os leitores de livro eletrônico (e-readers ou tablets) prometem grandes mudanças no front editorial. E o Brasil está tentando pegar a onda com pelo menos dois projetos, BraView e Mix Leitor D. Mas um leitor do Update or Die, o Marcello, me ajudou a ver o foco errado da inovação brasileira. Como saímos atrasados, tecnologicamente é difícil que consigamos alcançar os outros, mas podíamos focar na inovação de conteúdo e ocupando o mercado doméstico, enquanto os grandes não dão bola para o Brasil. Marcello sugeriu um e-reader voltado para advogados, carregado com todos os códigos atualizados, no qual se possa ler as peças sem precisar imprimir nada. Achei essa segmentação instrumental bem interessante e, diferente dos velhos CD-ROMs, isso pode ser constantemente atualizado, não é? A Penguin Books, grande editora, está fazendo sua parte, como vemos no vídeo acima. 
  • Quando lemos as notícias sobre inovação reversa nas empresas, inovação que acontece nos mercados emergentes e depois vai para os desenvolvidos, os exemplos citados são invariavelmente de lugares de consumidores abaixo da linha da pobreza e predominantemente rurais, como Índia e China. Ou seja, a ideia se aplica à parte Índia do Brasil, mas não à parte Bélgica. No entanto, existe uma oportunidade de inovação de emergente também para nossa parte Bélgica e surge de um estudo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) recentemente divulgado, que informa que o custo Brasil encarece 36,27% os produtos brasileiros em relação aos fabricados na Alemanha e nos Estados Unidos (não estamos falando dos da China, hein?!). A inovação da parte Bélgica tem de ser a que “compense” o custo Brasil assim como a inovação feita na Índia “compensa” o consumidor sem recursos. Para pensar.
  • Para finalizar, e relaxar, uma brincadeira que rolou na internet na semana que passou, por conta do empresário brasileiro Eike Batista, que, anunciou-se, agora ocupa a 8ª posição no ranking Forbes de homens mais ricos do mundo. Eu particularmente tenho alguma dificuldade de entender o ocorrido, porque Eike ocupava o 61º lugar um ano antes; entendo que a progressão não seja mais aritmética, e sim geométrica, porém, no caso dele, parece ter sido uma progressão “quântica”. De qualquer modo, seus méritos são inegáveis. A brincadeira da vez é a eike-calculator, que mostra quanto tempo você levará (vamos ser otimistas!), com projeções simples baseadas em sua renda atual, para juntar uma fortuna do tamanho da dele.

Brasil, o novo lar da inovação financeira?

Nos últimos anos tem-se falado tanto de inovações financeiras internacionalmente, originárias de países e regiões que vão do Reino Unido a Bangladesh, e agora parece que o Brasil finalmente vem ganhando visibilidade nesse front também (anos de jogo de cintura antiinflação têm de servir de algo, certo? rsrs). Vejam aqui o artigo do prestigioso blog TechCrunch sobre o assunto , que focaliza a empresa brasileira de software de análise de crédito Crivo.  Outras empresas financeiras inovadoras são mostradas aqui, vale a leitura.

James Cameron e a história por trás de Avatar

Mais uma palestra maravilhosa do TED, desta vez com o aclamado diretor de cinema James Cameron. Como será que surge um filme tão inovador como Avatar? Como pensa o diretor de cinema responsável pelo filme mais rentáveis da história? Como se materializa uma visão tão inovadora? Nos 18 minutos abaixo, você irá encontrar uma história sobre curiosidade e perseverança. A visão que Cameron tinha para Avatar teve que esperar anos, até que a tecnologia para colocá-la na telona, estivesse disponível. Nesse meio tempo, ele teve que ir explorando territórios novos, desenvolvendo tecnologias e ir aprendendo com o processo. As três lições aprendidas são: curiosidade é a coisa mais importante que temos, imaginação é uma força que pode manifestar uma realidade e o respeito do seu time, é mais importante do que qualquer prêmio.

YouTube Preview Image

Leia também: Avatar, uma aula de estratégia.

Silvio Meira e suas provocações

Pessoal,

a próxima edição da revista HSM Management traz uma nova entrevista com o professor Silvio Meira que, com certeza, será imperdível. Silvio Meira que também esteve palestrando para nós da Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil (Já comentei sobre isso aqui) falando sobre universalidade da computação.

Gosto muito das observações do professor Silvio Meira porque elas são bastante provocativas. Por essa razão, recomendo que assistam a pequena, mas recheada de sabedoria, entrevista que o professor concedeu a Rede Mídia :

YouTube Preview Image

Aprender, Desaprender e Reaprender. Simples, mas extremamente preciso.

Um abraço.

“Keep the Faith”

No Mundo 3.0, o valor está no conhecimento útil e personalizado, e não na informação disponível

Com a intensificação da necessidade por customização e personalização radical de conteúdo digital, derivada da evolução dos serviços de busca desktopm e do tipo wikipedias e blogs, bem como dos diversos modelos convergentes de acesso e uso da Internet, o fator crucial de sucesso no uso da rede não estará mais no acesso à informação, mas na capacidade de identificar, buscar, filtrar, organizar e disponibilizar conhecimento por e para cada indivíduo. Outro conceito formulado pela E-Consulting, o PKSM (Personal Knowledge Server & Manager) é um assistente tecnológico capaz de servir e gerenciar informações e conhecimentos de maneira personalizada e customizada ao usuário, independente do tipo de mídia utilizada para acessar a Web ou ambientes digitais.

Isso será ainda mais intensificado na Web 3.0, com o que chamamos no ITLab de Cloud Customization.

Este conceito defende que o processo de customização de aplicativos e funcionalidades interativas que servem os usuários de conhecimentos úteis dar-se-á de forma remota, operacionalizada como serviço, porém realizada pelo próprio usuário, garantindo a migração do poder de customização tecnológica para suas mãos (vide nosso conceito de sefl-technologies). Tudo isto estará fora de seus domínios, em nuvem, portanto, mas disponível anytime-anywhere.

Para que os conhecimentos personalizáveis sejam acessados por quem de direito, em nuvem, é necessário que o modelo de Componentes de Conhecimentos esteja operacional. Ou seja, Knowledge Components.

Da mesma maneira que aplicativos de TI e softwares em geral se transformaram em componentes replicáveis e com forte apelo de usabilidade, o conhecimento em si também será formatado em componentes agregáveis, beneficiáveis e comercializáveis, verdadeiros pacotes de output transacionados de usuário para usuário, agregados em redes interdependentes.

Taí o futuro dos serviços de informação e conhecimento. Taí a forma como acessaremos, usaremos e replicaremos informações multimídia, multiformato e multidevice.

Quando o design salva (e a utilidade também)

Os que me conhecem sabem que ando cansada do mantra “os jornais vão morrer, toda a vida será online”, repetido à exaustão mundo afora. Às vezes, acho que leitores preguiçosos é que ficam alimentando a corrente por interesse próprio (mas aí já se trata de implicância). As coisas se transformam, coexistem em novos arranjos e cada qual tem uma função a cumprir. Quem concorda comigo, aparentemente, é o ultrapremiado e bem-sucedido designer de jornais Jacek Utko, polonês, e concorda duas vezes: 1. Em um congresso sobre mídia impressa que aconteceu essa semana na Alemanha, ele disse que o newspaper (papel que traz notícias ou novidades) é substituído pela mídia online, mas o usepaper (papel que tem utilidade, dando conhecimento, servindo de ferramenta) permanece. Concordo. 2. Ele tem um histórico de aumentar absurdamente a tiragem de jornais europeus (e, às vezes, salvá-los da extinção), mudando seu visual. Vejam o vídeo da apresentação de Utka em um TED Talk de 2009. YouTube Preview Image “The whole newspaper as one composition. As music. With rythm.” A mesma lógica pode ser aplicada a muitos produtos, serviços e atividades; fiquem atentos.

Vídeo : Interface gestual

Pessoal,

o Ipad é apenas o primeiro passo. Assistam, nos vídeos abaixo, os próximos passos da computação com a interface através de gestual :

YouTube Preview Image YouTube Preview Image

Assistam os vídeos interpretando-os como sendo novas plataformas computacionais. Aliás, vale lembrar aqui do vídeo do projeto Natal da Microsoft (assista aqui), que muitos interpretam como sendo um novo vídeo-game da Microsoft, uma evolução do X-box, mas na verdade é um projeto de plataforma computacional.

Abaixo, vocês assistirão também a um vídeo com apresentação feita por Blaise Aguera y Arcas (co-criador do photosynth) durante o TED 2010  sobre o futuro do serviço de mapas da Microsoft combinando o Bing maps com realidade aumentada :

YouTube Preview Image

É como disse o Cavallini na sua entrevista na última HSM management : É a tecnologia onipresente. (Veja mais aqui)

Um abraço.

“Keep the Faith”

Qual é o seu conceito de rede?

É assustadora a disparidade de conceitos que a internet disponibiliza para as pessoas. Varejistas a enxergam como uma loja sem IPTU, profissionais de marketing a vêem como mais um canal para transmitir uma mensagem publicitária, políticos acham que é uma escola eleitoral para disparar santinhos eletrônicos e dizer o que estão fazendo em 140 caracteres, acreditando fielmente que estão prestando contas a população e boa parte dos usuários, acabam usando como um mural de recados.  Claro, existem suas exceções em todos os exemplos. Hoje já estamos reaprendendo a usar a internet.

Mas não existe a forma correta, já que acredito no laboratório contínuo para a evolução da relação em rede. Mas tenho certeza de que existe o formato errado, o da centralização de conteúdo e da comunicação unilateral. Esta prática age contra o conceito real de rede, pois se não permite compartilhar.

O principio das redes não é exatamente o meio ou a ferramenta, mas a interação das pessoas diante de um tema comum, todas conectadas entre si, trocando informações. E na internet, o link e o conteúdo são responsáveis pela sua formação, pois possibilitam a ampliação do grupo por meio da troca, da geração de valor e da manutenção desses relacionamentos.

Estabelecido o conceito de transferência mútua de informações entre pessoas conectadas, surge um novo prisma ainda não identificado, ou mal utilizado pelas empresas: A inteligência coletiva.

Pessoas conectadas geram conteúdo, como conseqüência, inteligência. Marcas que antes pagavam milhões por pesquisas de opinião e ações de marketing agora têm a sua disposição mais que os olhos e os ouvidos das pessoas, têm a sua voz, que talvez neste momento interesse mais.

As pessoas querem criar produtos, pensar ações, resolver problemas de gestão pública, votar leis, gerar conteúdo, promover ajuda civil e resgate social.

Pesquise e você vai encontrar comunidades online de cientistas nucleares autônomos, índios que monitoram suas terras via satélite e mulheres que, sozinhas, desenvolveram a sustentabilidade do seu pequeno povoado. O Brasil é líder em inovação social e importa inteligência coletiva, construída por meio das redes.

Todos se interessam em contribuir sob vários aspectos, pois descobrimos o poder de voz através de novos meios. E algumas empresas morrem de medo disso, pois não controlam mais as suas marcas.  A comunicação agora é em rede e não há domínio absoluto sobre ela. O primeiro passo pode ser o simples convite: Vamos pensar juntos?

Tenha coragem e assuma riscos

blog_02Pessoal,

acabei de ler na última HSM Management a excelente entrevista do meu amigo Ricardo Cavallini, realizada pelos meus também grandes amigos Adriana Salles Gomes e Jorge Carvalho, sobre as mudanças que a tecnologia e a web 2.0 estão trazendo para o mundo dos negócios e oferecendo oportunidades de novos modelos de negócio e até novos conceitos como a evolução dos 4 Ps do marketing(Preço, praça, promoção e produto) para os 4 Es (Exchange(troca) em vez de preço, Experiência em vez de produto, Engajamento em vez de promoção, Everywhere (onipresença) em vez de praça).

Dentro os vários ensinamentos contidos na entrevista, gostaria de destacar a parte final da entrevista em que é abordada a questão do empreendedorismo no Brasil, mais precisamente, quanto a necessidade de assumir uma cultura pró-riscos em nossas empresas. Cavallini disse que precisamos entender riscos de outra maneira. Ao invés de analisarmos apenas pelo lado negativo, devemos encara-lo também pelo lado positivo, como  nos investimentos financeiros. Concordo em gênero, número e grau com o Cavallini, ainda mais no ambiente atual em que é preciso inovar cada vez mais e assumir riscos não rima, mas vai muito vem com inovação.

A minha experiência como consultor e mentor de vários líderes de projeto mostrou que quase 100% dos líderes preocupam-se apenas em identificar riscos para os projetos apenas pelo lado negativo, eventos que podem significar atrasos para o projeto. Esquecem-se que risco é apenas um número  resultado de uma equação simples : probabilidade X impacto. Se o impacto negativo, o que temos é uma hipótese de perigo para o seu projeto, se ele é positivo, temos uma oportunidade para o projeto. O resultado dessa equação, para cada evento de risco, é que determina nossas ações, ou seja, se negativo, devemos trabalhar para diminuir a probabilidade de que esse risco torne-se um perigo, se positivo, devemos trabalhar para aumentar a probabilidade de que esse risco torne-se uma oportunidade, ou seja, temos que tomar decisões no presente que só se concretizarão no futuro e que estarão sujeitas a situações também futuras. Com isso, estamos, a todo o momento, assumindo riscos. More »

Wired e uma nova experiência digital para as revistas

YouTube Preview Image

A Wired saiu na frente e acaba de apresentar sua proposta para a digitalização da revista. Agora começamos a ter uma ideia mais clara de como uma revista poderá tirar partido das novas possibilidades digitais disponíveis. Essa é a primeira revista que repensou a experiência de leitura do seu produto. Só posso falar por mim, mas eu pagaria por isso.

Abram Alas para as Redes Sociais

unidos-da-tijuca

Pessoal,

ontem tivemos a vitória da Unidos da Tijuca no carnaval do Rio de Janeiro. Vitória essa fruto da inquietude do carnavalesco Paulo Barros que não deixa de ousar em seus desfiles e surpreendeu a todos com a idéia da comissão de frente da escola utilizando truques de ilusionismo. O mais interessante é que tudo começou com um adolescente de 15 anos, Vinicius Conceição Ferraz, que sugeriu através do Orkut ao carnavalesco Paulo Barros que o enredo da escola contasse a história dos segredos da humanidade, inspirada no livro Atlantis, do autor David Gibbins(leia reportagem aqui). 10, nota 10 para as redes sociais nesse desfile.

O que Paulo Barros fez foi utilizar o conceito de inovação aberta em que não importa de onde venham as idéias, se dentro ou fora da empresa, importa sim a relevância e a qualidade dela. Reparem que não foi um entendido de carnaval que fez a sugestão. Foi apenas um garoto de 15 anos que apresentou a idéia e foi ouvido. O fato dele ter sido ouvido também mostra outro aspecto importante da inovação aberta utilizando redes sociais que dar credibilidade a esse canal, afinal de contas, o rapaz torce pela escola Salgueiro e não para a Unidos da Tijuca, ou seja, ele sentiu-se mais confortável em fazer a sua sugestão onde havia possibilidade de que ela fosse aproveitada. Pessoas inovadoras atraem e gostam de trabalhar com pessoas inovadoras. More »

O novo Google Goggles

YouTube Preview Image

O CEO do Google, Eric Schmidt, apresentou no Mobile World Congress um protótipo do novo Google Goggles - aplicação do Google de pesquisa experimental que pode traduzir o texto capturado em fotos.

O protótipo usa a tecnologia do Google de tradução automática e capacidades de reconhecimento de imagem. Assim que o usuário captura uma foto do seu dispositivo Android, o aplicativo pode traduzir o texto. O protótipo se conecta a câmera do celular para um reconhecimento óptico de caracteres (OCR engine), reconhece a imagem como texto e depois converte o texto em Inglês com o Google Translate.

Imagine a utilidade para turistas brasileiros viajando pela china, por exemplo. Placas, notícias e anúncios não serão mais problemas.

Via UoD

(Hiper)Realidade Aumentada

A realidade aumentada não é mais novidade para ninguém, existem diversos projetos pipocando por ai. Keiichi Matsuda, estudante de arquitetura da Bartlett School em Londres, levou a conversa para um outro nível. Espero que nossa “Garota de Ipanema” não acabe virando essa versão robotizada do vídeo…

http://www.vimeo.com/8569187

<via>

Inovação como processo de aprendizado

http://www.vimeo.com/3475327

O vídeo acima sumariza os conceitos do artigo  “Innovation as a Learning Process: Embedding Design Thinking” que saiu na revista California Management Review. O artigo ganhou um prêmio de excelência da firma de consultoria Accenture em 2009 e mostra como podemos inserir o “pensamento de design” para resolver problemas do dia a dia.

Baixe o artigo completo: aqui

Para quem se interessar sobre o assunto, existe um documentário chamado “Objectified“, que discute o processo criativo de vários grandes designers. No doc, o pessoal da IDEO fala sobre os mapas mentais e  Jonathan Ives, reponsável por design na Apple, explica os conceitos por trás do design dos produtos da empresa. Abaixo o trailer.

http://www.vimeo.com/7827217

Somos o Homus Networkus. Saiba o que somos.

Do poder de modelar a informação e devolvê-la para a Sociedade, de uma forma pessoal, estruturada e com valor agregado é que se beneficia hoje o novo indivíduo social, o Homus Networkus. Sua caracterísitca central é fazer parte, voluntária ou involuntariamente, das infinitas redes de informação e colaboração existentes, como elemento ativo. O Homus Networkus é, portanto, meio. Mas neste mundo convergente, multiformato, o Homus Networkus é também mensagem. É Homus Informatione, uma vez que é praticamente, ele mesmo, informação. Somos simultaneamente informação e processamento de informação. Como será o futuro da comunicação, do comércio, do conhecimento, das relações, dos negócios? O que será desse processo de multi-influência intermitente entre todos os indivíduos?



Close

Close