Fiquei animado em saber que o livro Atlas Shrugged, escrito por Ayn Rand, ganhará versão cinematográfica em 2009. O livro dramatiza os principais elementos (razão, individualismo e capitalismo) da filosofia objetivista, criada por Rand, que prega que a própria felicidade é o único propósito moral a ser alcançado. Um dos seguidores da filosofia objetivista é Jimmy Wales, fundador do Wikipedia. Wales é tão objetivista que sua filha Kira, de 6 anos, foi batizada em homenagem à heroína do primeiro conto de Rand, We the living. No elenco do filme, nada menos do que Angelina Jolie.
Arquivo para updates sobre 'livros'
A Harvard Business lançou um artigo, contraponto ao livro “A Cauda Longa”, escrito pela professora de marketing da escola Anita Elberse. Chris Anderson escreveu no seu blog que respeita mas não concorda com algumas das conclusões. O artigo é bom e vale a leitura!
A crítica do Ruy Castro, por exemplo, é de que a reforma é cosmética e vai custar caro. Outros acham que ela violenta as culturas locais, na linha das críticas à globalização (e o Brasil seria o grande “imperialista” do pedaço nesse caso, porque é, se não me engano, o que muda menos). Condenam ainda o fato de a unificação ser imposta como lei, de cima para baixo. De qualquer modo, queria destacar alguns pontos positivos dessa unificação:
A partir de janeiro de 2009 teremos, teoricamente, de mudar um pouco o jeito de escrever aqui no blog, na nossa revista ou nos relatórios das suas empresas. Vai entrar em vigor a unificação da língua portuguesa, em que o Brasil e mais 7 países (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor) vão passar a escrever igual e cada um se adaptará um pouco nesse processo. Lembrando algumas mudanças, que já estão sendo divulgadas por aí:
- O trema desaparece de vez. Já vai tarde.
- Incorporamos k, w e y no alfabeto. Antes tarde…
- Tiramos o acento circunflexo do voo que eles veem, o acento agudo da ideia e da jiboia (e afins), o acento diferencial de para (verbo) e para (preposição). Acho que quanto menos acentos, melhor. No inglês, eles usam you sem explicar se é você ou vocês, e assim mesmo acabamos entendendo pelo contexto, não é?
- Aceita-se a dupla grafia para algumas conjugações verbais em que a forma do passado e a do presente são idênticas. Como em “louvamos”. Agora, para escrever isso no passado, você pode acentuar: “louvámos”. Pode, mas não precisa. Eu não vou.
- O hífen é que vai dar trabalho mesmo, mas eu acho a regra fácil. Quando se duplica a mesma vogal (no fim da primeira palavra e no início da segunda), hifeniza-se, enfatizando que se fala a vogal duas vezes: micro-ondas, em vez de microondas. E quando o som é de consoante dobrada na junção das palavras (como contra-regra, com som de RR), escreve-se como se fala: contrarregra –bem mais instintivo!
Acontece que só isso, que muda 0,45% das palavras escritas no Brasil, está gerando um barulho danado, e de gente graúda, do prêmio Nobel José Saramago a Ruy Castro. Acompanhem no próximo post.
O professor de administração de empresa de Stanford e palestrante, Jeffrey Pfeffer fala sobre seu livro “Hard Facts, Dangerous Half-Truths and Total Nonsense“.
No final de “A Cauda Longa”, existe um capítulo chamado “Coda: Tomorrow´s Tail” onde Chris Anderson escreve sobre a fabricação digital usando impressoras 3D. Será que isso é possível?
ficou curioso (a)?
fab / fabbing/ digital fabrication / rapid prototyping / reprap
Nosso novo updater é Frederico Zornig, sócio e fundador da Quantiz Pricing Solutions e presidente do capítulo latino-americano da Professional Pricing Society (PPS). Ele é reconhecido como um dos maiores especialistas em pricing em todo o mundo, principalmente pelo pioneirismo na utilização da metodologia Seis Sigma em processos de precificação e segmentação. Fez seu doutorado (Ph.D) em pricing strategies and management pela St. John´s University em Nova York, possui um MBA pela University of Illinois, e é engenheiro químico formado pela Unicamp.
Conheci seu trabalho através de alguns de seus artigos e pelo seu livro Acerte o Preço e aumento seus Lucros. A formação e gestão de preços é um tema crucial para o sucesso ou fracasso de uma empresa. Frederico inaugura com toda propriedade nossa categoria pricing!
Seja bem-vindo, Frederico!
Paul Graham é uma pessoa interessante: empreendedor, Ph.D. em Ciência da Computação por Harvard, escritor, venture capitalist, programador em Lisp e pintor. Ele foi responsável por criar em 1995 a primeira empresa de sucesso de aplicativos na web (web-based application). A Viaweb desenvolveu uma ferramenta para criação de lojas virtuais e acabou sendo vendida para o Yahoo. Em seu livro Hackers & Painters ( free via google books) ele conta o que passa pela cabeça de um hacker/empreendedor e o que é necessário para criar uma startup de sucesso na internet.
Vale acompanhar seus essays.
No dia 11 de junho recebemos, aqui na Companhia, o Professor James Womack, presidente do Lean Enterprise Institute dos Estados Unidos e autor do livro “A Máquina que Mudou o Mundo“. Ele veio nos falar do jeito de administrar inventado pela Toyota. A administração por processos, como alternativa à administração por resultados que, de um modo ou de outro, nossas empresas adotam. A filosofia “lean” prega a eliminação do desperdício, via eliminação das atividades que não geram valor para os consumidores ao longo da cadeia produtiva - desde a concepção dos projetos até a chegada dos produtos/serviços ao consumidor final. Alguns aspectos dessa proposta são verdadeiras lições de vida, como a sugestão dada aos gestores para sempre diante de um problema dar três passos: ir ver, perguntar por que e mostrar respeito.

Mark Penn é o CEO mundial da Burson-Masteller e, entre os seus clientes, estão Bill Gates, Steve Ballmer, Tony Blair, Bill Ford e Bill Clinton. Penn é autor de Microtrends: the small forces behind tomorrow’s big changes, onde discute como forças que atuam nas microcomunidades podem mudar nossas vidas.
Abaixo o podcasting feito com ele durante o Fórum Mundial de Marketing e Vendas onde ele explicou um pouco como as microtendência estão afetando os negócios.
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Acho o programa apresentado ontem pelo Jorge Carvalho bem interessante (o BookMooch). Mas como editor e apaixonado por livros confesso que tenho uma certeza dificuldade em fazer o sugerido, aliás, quem vai querer os meus livros? Não porque não sejam bons, mas eu os risco, faço anotações, coloco os meus comentários sobre a leitura. Vou voltar a eles? Alguns sim, os que não valem a pena, paro de ler. Trocaria esses mais facilmente? Sim, mas que sentido faz para mim, sempre com o viés de editor, disponibilizar aos outros o que não gostei.
Ou seja, mais do que buscar algo específico, a leitura é um momento de busca de essência, algo que nem sempre encontramos, mas que passamos uma vida na procura. É um quebra-cabeças que os livros ajudam a clarear. É por isso que devem estar na estante da nossa biblioteca. Garanto que um dos momentos mais prazerosos e interessantes foi nesse ano ao trazer para minha casa uma parte do que sobrou da coleção de livros do meu avô. Fiquei imaginando o que seria diferente se eu pudesse ter discutido com ele sobre aqueles livros. Não sei os que leu, o que achou. Minha mãe não se interessou muito, mas eu coloquei com muito orgulho e com um pouco de reverência na minha estante, eles são mais velhos do que eu, tenho esperança que os meus netos comentem neles não apenas as evoluções da língua, mas principalmente como o tempo passa, as tecnologias mudam e o bicho homem é muito parecido.
Que a troca de livros seja para completar a sua biblioteca, nunca para a substituir…
Em um exemplo interessante durante a apresentação do Chris Anderson, sobre empresas offline se beneficiando da “cauda longa”, ele falou da zappos.com que possue mais de 200.000 categorias diferentes de calçados. Dentre as categorias, existe uma chamada de Vegetarian, que são sapatos feitos sem couro. A Converse é uma dessas marcas “Green” da categoria Vegetarian. O que pouca gente sabe é que a dona da Converse é a Nike que está longe de ser uma empresa “Green”. Empresas que são “hits” estão usando uma coligada para vender para a cauda.
Nosso mais novo updater é Christian Barbosa, empresário, consultor e especializado no tema de administração do tempo e produtividade pessoal.
Em 2002, ele iniciou uma pesquisa mundial sobre o que estava certo e errado na gestão do tempo, desenvolveu uma nova teoria sobre o assunto que ia contra as tendências da administração do tempo e propos uma nova metodologia. Em 2004 lançou o livro: A Tríade do Tempo (Editora Campus) que acabou se transformando em um grande sucesso e uma nova referência sobre o tema no mundo com esse novo modelo.
Recentemente lançou um novo livro, que fala de administração de tempo exclusivamente para o universo feminino chamado Você Dona do Seu Tempo (Editora Gente). Atualmente é CEO da Tríade do Tempo - consultoria especializada em gestão do tempo e produtividade, desenvolvendo cursos, softwares e consultoria para resultados. Escreve para diversos sites, blogs, jornais e revistas sobre o tema. Christian é também instrutor do programa Empretec da ONU/Sebrae e faz parte do conselho de algumas empresas.
Seja bem vindo Christian!
Ontem, durante o Fórum Mundial de Marketing e Vendas, Chris Anderson mostrou novos mercados que estão se beneficiando da teoria da “cauda longa” e falou sobre seu novo livro “Free“. O livro ainda não está pronto e , segundo ele, será disponibilizado de graça em alguns formatos e uma versão premium paga.
Confira o podcast feito durante o evento.
