Arquivo para updates sobre 'marketing'

Tudo que rolou no WOMM-U em Miami: social media e marketing boca-a-boca

(Por Marcelo Tripoli via UoD)

Conforme prometido segue o link para o conteúdo da apresentação realizada para os clientes da iThink em São Paulo no final de junho com o melhor do conteúdo do WOMM-U, o congresso anual promovido pela Word of Mouth Marketing Association (Womma).

O evento reuniu durante 2 dias marqueteiros e publicitários de grandes empresas como Unilever, Dell, Apple e Disney. As apresentações trouxeram para mesa um tema presente na pauta dos gestores de marketing dos quatro cantos do planeta: Como uma marca pode atingir seus objetivos utilizando ferramentas de marketing boca-a-boca.

Neste link você encontra o conteúdo e os vídeos da minha apresentação. Enjoy.

What if there were no stop signs…

 (Por Ematoma via UoD)

Se você é publicitário, precisa ver isso.

Se você contrata serviços publicitários, também.

E se você não se matou de rir e não derramou uma lágrima pensando em como isso é verdade no nosso dia-a-dia, não trabalha em marketing.

Marketing em Redes Sociais

De acordo com o estudo “Social Marketing Scoreboard, 2008″ da Jupiter Research, 25% da população do planeta estará online em 2012. O crescimento será maior em países em desenvolvimento como: Brasil, Russia, India e China. Muitos desses usuários conseguirão se comunicar não importando a lingua que falam. Ray Kurzweil, especialista em inteligência artificial, explica que as ferramentas e programas de tradução estão evoluindo exponencialmente e já existem diversas empresas investindo neste campo.

Todo criminoso comete sempre o mesmo erro; toda empresa também –preço, no caso das americanas

peterdrucker-small.jpgOpa, não sou eu que digo isso; foi o Peter Drucker que disse, em sua última entrevista, dada com exclusividade ao José Salibi Neto, da HSM Management (veja aqui). Reproduzo, com a observação de que eu adoro essa entrevista do Drucker, vale por um livro, foi muito inspirada (e com uma franqueza de dar gosto):
“Sabe o que eu acho particularmente incrível…? É que, com toda a história registrada e estudada, os norte-americanos ainda não aprenderam a não cometer os erros dos quais os japoneses se aproveitam. Acho que o mundo corporativo funciona mais ou menos como o mundo do crime. Todo criminoso comete sempre o mesmo erro; é assim que a polícia consegue prendê-lo, não é? Pois toda empresa também comete sempre o mesmo erro….. 
O erro [das empresas americanas] é fixar preços no limite do que o mercado é capaz de suportar, em vez de criar um mercado; é buscar margens de lucros elevadas, em vez de vender mais para maximizar os lucros.
Os empresários norte-americanos não sabem que lucro é igual à margem de lucro multiplicada pelo giro de estoque, pelas vendas; eles acreditam que lucro é igual à margem de lucro. Isso é culpa dos economistas, aliás. A grande fraqueza dos Estados Unidos está no fato de termos economistas demais. Economistas acreditam em margens de lucro. Já os japoneses sabem que lucro é igual a margem de lucro vezes giro. Eles se preocupam com margem de lucro, mas sabem que o giro é igualmente importante….algumas empresas brasileiras já aprenderam a explorar isso, como a fabricante de aviões Embraer.”

Site oficial da Olimpíada 2008

Foi lançado hoje o site oficial da Olimpíada de Beijing 2008. Ele abre em chinês, mas no canto superior direito há opções de mais 4 idiomas: inglês, francês, espanhol e árabe (acho). Quem souber qual é o quinto idioma, por favor confirme a informação.

Fobias modernas

Reproduzindo abaixo este post do Bruno Altieri, do UoD, que achei interessante tanto para a área de marketing (investigar o comportamento do consumidor etc.) como a de RH. Com um comentário: não tenho nenhuma dessas fobias mas, por isso, agora me deu fobia de não ser suficientemente moderna, ai…(Ah, não, tenho a perdetudofobia, ufa!)Você sofre de idemofobia? É o medo de sair na rua com a mesma roupa de outra pessoa. E obsoletofobia? É o medo do outro ter um celular melhor que o seu. Aperepifobia? Medo de abrir e-mails, claro. Perdetofobia? Medo de não ter salvado o trabalho no computador.Esses nomes fantasiosos e muitos outros estão no livro (que estou lendo e recomendando) chamado “Você tem medo de quê? - fobias modernas“ , traduzido do original de Tim Lihoreau. Com muito humor, ele disseca várias partes do mundo moderno e como a tecnologia e os novos relacionamentos causam novos problemas e fobias sociais. Ou seja, uma maneira criativa de falar de modernidade. 

Marketing sem disfarces, por favor

anuncio-disfarce-jornal-cv.jpgQuando abriu o primeiro Starbucks no Morumbi Shopping, em São Paulo, eu, novidadeira, fui logo lá tomar um café. Quando fui buscar o adoçante, um rapaz se aproximou, pegou um saquinho e ficou comentando comigo: “Como é bom esse adoçante, não? Não deixa gosto ruim no final. Melhor que açúcar. Não me importo de pagar mais por ele. Etc. Etc.” Fiquei desconfiadíssima. Tinha acabado de dar um artigo sobre marketing disfarçado e quase tive certeza que aquele cara, naquela ocasião, tinha sido “plantado” para dizer aquelas coisas. Não revelo a marca do adoçante por não ter certeza. E se foi um depoimento sincero? Mas só de imaginar que não era, impliquei com a empresa e sua “possível” intenção de me enganar.
Bom: semana passada, no blog irmão Update or Die, teve um post polêmico justamente sobre propaganda disfarçada, só que nos blogs. Era meio que a favor dela, no estilo “live and let live”. Dizia que os  jornalistas “tendem a policiar o conteúdo dos blogs (que chamam de Blogs de Aluguel)”, que “nossa imprensa tem esse resquício autoritario de patrulhar conteúdo”, que “nos cases premiados em Cannes 2008 era frequente a citação de blogs… como forma importante de divulgação das campanhas [publicitárias]” e que reações assim no Brasil nos distanciam “de uma maneira mais moderna de fazer comunicação”. Não participei da discussão por falta de tempo, mas queria ecoá-la aqui no blog da hsm, alertando (sem disfarçar) que sou jornalista, potencialmente patrulheira. (Mas quem me conhece sabe que não sou do tipo corporativista que endossa tudo que a classe faz.) 
Agora, implico muitíssimo com esse tal marketing “espontâneo” contratado pelas empresas, seja ao vivo, seja em blogs.  Ok, não dá para esperar de blogueiro “compromisso ético com a verdade” e “isenção”, como se escreveu no post (ainda que dê para esperar do ser humano que tenha valores pessoais como o de falar a verdade). Mas dá para esperar das empresas que joguem limpo. Mais que esperar, dá para exigir. Então, se a Coca-Cola presenteia o blogueiro com geladeira de isotônico, que peça a ele para contar do presente que recebeu. Meu problema, vejam bem, é com as empresas, não com os blogueiros. Tem muita empresa fazendo marketing moderno com abertura e transparência, não precisa apelar para a saída pela esquerda. 
PS: Jornalista já recebeu muito jabá, mas isso mudou porque aumentou a seriedade da imprensa. Devemos celebrar, não achar careta.

Tendências do consumidor norte-americano

(Por Viviane Brafmann via Y&R UoD)

Além das novas mídias que surgem no mundo, que por si só já mudam bastante o trabalho dos especialistas em marketing, agora o artigo publicado pela Advertising Age, por Peter Francese, mostra a grande preocupação com o perfil do consumidor americano, que muda drasticamente a cada dia. Além da maioria da população ser formada por “seniors citizens”, os fatores demográficos mudam de forma inacreditável. Segundo Peter, as principais tendências das mudanças são:

1. Gerações Mais Velhas: A média da população hoje gira em torno dos 55 anos.

2. As discrepâncias entre consumidores: As atitudes e comportamentos dos consumidores são totalmente diferentes. Os consumidores já online e wireless vivem num mundo totalmente diferente dos mais velhos, ainda leitores de jornal.

3. As discrepâncias entre regiões: O Norte do país tem uma concentração maior da população com mais idade; o Oeste tem mais jovens e maior diversidade; dois terços dos imigrantes estão no Sul e no Oeste do país;

4. O surgimento de novos consumidores: A idade média de uma mulher hispânica nos Estados Unidos gira em torno dos 28 anos (14 anos mais jovem do que o resto da população nativa). Cada 2 em 5 consumidores com menos de 45 anos, são hispânicos, negros ou asiáticos. Mais da metade da população da Califórnia e do Texas é composta por imigrantes.

5. Os resultados da forte imigração: nos últimos 7 anos, 40% do crescimento da população norte-americana se deve a imigrantes. Os estados com maior concentração são Nova Jersey, Michigan, Illinóis e Connecticut.

Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui.

Efeito Placebo e Preços

Existem dois mecanismos que suportam a existência do efeito placebo. O primeiro é a confiança que depositamos em um tratamento que nos é oferecido.  Só pelo fato de alguém nos ter dado atenção e indicado um remédio para o problema já nos sentimos melhor.  O outro é o condicionamento gerado por experiências passadas.  Ou seja, ao se lembrar que ao tomar algum medicamento o nosso organismo melhora, no momento em que nos é indicado um novo medicamento, naturalmente existe a tendência de acreditarmos que ficaremos melhor em breve. Mas o que isso tem a ver com preços? O preço de um produto ou serviço pode afetar o valor percebido do que estamos comprando?

Por exemplo, um shampoo de R$5,00 de marca tradicional é menos efetivo para limpar os cabelos que o shampoo de R$27,00 da mesma empresa? Podemos assumir que o maior preço reflete em melhor qualidade ou funcionalidade? O fato é que com algum controle podemos nos satisfazer com bons produtos que não custam mais caro.  (Por mais que meu trabalho na Quantiz seja ajudar companhias a criar e precificar “os shampoos de R$27,00″; não posso deixar de assumir que o que fazemos é muito pricing, branding, marketing…).

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FREE – Por que geralmente pagamos caro quando o que compramos foi grátis?

Chris Anderson defendeu que o futuro dos negócios deve ser grátis na revista HSM Management de maio-junho 2008.  Uma frase em especial me pareceu ser a consolidação da sua teoria: “Todo o conteúdo digital deve ser grátis”.

Um fator importante de mudança econômica nos últimos tempos, é que capital deixou de ser o maior bem do capitalismo.  Em um mercado mundial com liquidez excedente, empreendedorismo e idéias ultrapassaram em importância o papel do capital.  Neste  cenário, as novas idéias terão que ser recompensadas de forma satisfatória ou não existirá incentivo para o crescimento econômico. De maneira simplista, tudo que é hoje produzido nada mais é do que uma idéia mais capital, mão-de-obra, e matéria-prima.

Agora, o que muda para conteúdo digital? Absolutamente nada.  Bem, críticos poderão argumentar que existe uma pequena diferença.  Conteúdo digital não requer matéria-prima.  Sem matéria-prima, os custos de reprodução caem.  Como disse, Chris Anderson: Custos tendem a zero. E se não existe custos como podemos cobrar por isso. Mas esta afirmação é, no mínimo, equivocada.

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Alguém me explica o telemarketing?

telemarketing.gifPara mim, marketing e vendas funcionam mais ou menos como naquela música do Chico Buarque, Terezinha de Jesus, em que o primeiro (pretendente) vem do florista e lhe dá um broche de ametista, o segundo vasculha sua gaveta e cheira sua comida, mas é o terceiro, chegando sorrateiro, que ganha a mulher: “Antes que eu dissesse não, se instalou feito um posseiro dentro do meu coração”. O sorrateiro chega no boca a boca, na boa publicidade etc.Por isso, não consigo entender como tem sucesso o telemarketing ativo, que invariavelmente usa a estratégia de um dos dois primeiros pretendentes da música (a invasão gentil ou a invasão hostil). (A invasão hostil é a fase 2 da estratégia do telemarketing, na verdade: quando eles ficam insistindo sem deixar a gente desligar.)Todos os meus amigos e parentes têm a mesma ojeriza que eu, ou até maior –não é incomum, por exemplo, as pessoas compartilharem táticas para se livrar dos operadores. A de um conhecido meu é bem inusitada (e eficaz). Ele diz ao operador: “Agora não posso falar; te ligo de volta. Até que horas você fica aí? Ah, só posso depois disso. Me dê o telefone da sua casa que eu te ligo, várias vezes se for preciso, fique tranquilo”. (Todos os operadores desligam rapidinho.)Alguém de marketing/vendas pode me explicar por que insistem tanto nessa ferramenta? Não entendo! Eis algumas perguntas:

  1. Essa estratégia MST de invasão dá resultado mesmo?
  2. O resultado compensa até a rejeição gerada no processo, inclusive rejeição à marca?
  3. Por que as empresas, no momento em que o alvo diz que não compra nada por telemarketing por princípio (nem uma BMW a US$ 1), não o deletam do mailing automaticamente?
  4. Por que eu recebo três ou quatro ligações na mesma semana da mesma empresa oferecendo o mesmo produto?
  5. Não ia ter uma lei proibindo as empresas de fazer isso? 
  6. De quem foi a idéia brilhante de usar telemarketing ativo para “relacionamento”, que nesse caso significa tentar empurrar mais produtos para alguém que já é cliente?

Importante: Minha crítica não se aplica ao marketing direto por correio (convencional ou eletrônico), em que temos a opção de simplesmente jogar fora a mensagem ou de lê-la na hora que tivermos disposição. As centrais de atendimento receptivas também são muito úteis e não têm nada a ver com minhas reclamações.PS1: Escrevo depois de receber uma ligação de telemarketing dessas… PS2: Fiz um google Eu odeio telemarketing, deu várias páginas. Vejam.  

O marketing na visão do branding

 

Ricardo Guimarães fez umas das melhores palestras do Fórum Mundial de Marketing & Vendas falando de marca, marketing e branding.

Abaixo o podcast que foi feito com ele durante o evento:

Download do podcast

Microtendências

Mark Penn é o CEO mundial da Burson-Masteller e, entre os seus clientes, estão Bill Gates, Steve Ballmer, Tony Blair, Bill Ford e Bill Clinton. Penn é autor de Microtrends: the small forces behind tomorrow’s big changes, onde discute como forças que atuam nas microcomunidades podem mudar nossas vidas.

Abaixo o podcasting feito com ele durante o Fórum Mundial de Marketing e Vendas onde ele explicou um pouco como as microtendência estão afetando os negócios.

Download do podcast

Fórum Mundial de Marketing e Vendas - Chris Anderson

Ontem, durante o Fórum Mundial de Marketing e Vendas, Chris Anderson mostrou novos mercados que estão se beneficiando da teoria da “cauda longa” e falou sobre seu novo livro “Free“. O livro ainda não está pronto e , segundo ele, será disponibilizado de graça em alguns formatos e uma versão premium paga.

Confira o podcast feito durante o evento.

Download do podcast

Fórum Mundial de Marketing e Vendas - Andrew Lippman

Hoje aconteceu o primeiro dia do Fórum Mundial de Marketing e Vendas com alguns dos maiores pensadores da atualidade. Uma das pessoas mais interessantes, na minha opinião, foi Andrew Lippman que é simultaneamente, cientista, homem de marketing e professor do MIT, onde fundou o Media Lab. Lippman participou do desenvolvimento de padrões MPEG de áudio e também dirige o programa “Vida Digital”, que explora o impacto dos bits na expressão pessoal, social e econômica. Criador do programa de Comunicação Viral, ele acredita que o futuro será determinado pelos estilos de vida e o consumidor terá ainda mais poder para configurar, ao seu gosto, tudo o que é produzido. Abaixo o podcast feito com ele durante o evento.

Aqui você pode ler a cobertura da apresentação de Lippman sobre “Sociedade Virais e Arquiteturas para o Futuro“.





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