Quem aqui lê revista Cult? Pode ser preconceito mas achei que era um número baixo de internautas, daí resolvi aprofundar a discussão dessa canadense de 38 anos. Naomi Klein conseguiu aparecer para o mundo com seu livro NoLogo, agora lança um novo livro questionando partes do sistema. Vale ler? Esqueça que ela se mostra simpática ao Chaves. Para mim nenhum dos dois Chaves que você consegue imaginar merecem respeito. Um terceiro que me veio a mente, o Juca, respeito por ser são-paulino, mas não estou aqui para falar de futebol. Queria deixar claro que se já fui socialista na juventude, assumi o capitalismo, reticente, mas assumi por não ver nada melhor, reticente por duvidar da capacidade dos homens, e portanto das empresas, de parar num nível adequado, quase sempre se continua querendo mais, indo além do limite do decente, mas isso é outra questão.A entrevista de Naomi vale pelo conceito do “Capitalismo do desastre” que quer dizer que existem sim muitas empresas se beneficiando, torcendo e até fazendo lobby pela desgraça. Aí entra desgraça num sentido amplo, natural ou causada pela incompetência ou omissão dos homens. Parece papo de esquerdista? Pode até parecer, mas não é. É vida real. Acontecendo no Iraque, até mesmo em New Orleans depois do Katrina. O Estado vai privatizando funções, deixando espaço para empresas assumirem serviços e lucrarem com a volta “à normalidade” depois de guerras, tragédias. Para não irmos muito longe, pense na indústria da segurança privada. Quanto você gasta a mais com isso? E no seu condomínio? Carro blindado? Como se comporta o presidente da sua empresa? Alguém sente-se mais seguro com isso? Claro que não, é só parar para pensar e ver que os símbolos escolhidos para mostrar o sucesso são os mesmos que atraem os excluídos. Como fechar essa equação? Também não sei, só sei que não é nada fácil, menos ainda se sequer pararmos para ouvir a tal canadense.
Parte da entrevista está aberta no link abaixo. Mas deixo a sugestão da compra da revista. Como não tem nenhuma celebridade na banheira, os anúncios são poucos. Se comprar, aproveite para ler o dossiê sobre o Lacan. É provável que não entenda muito, mas quem disse que se entender é algo simples, mas vale começar.
Arquivo para updates sobre 'mercado financeiro'
Com o aumento do uso de cartões de crédito e internet bank, será esse o futuro do dinheiro vivo?<via>
Em maio de 2007, a agência de classificação de risco de investimentos Standard & Poor’s afirmava que o Brasil chegaria ao grau de investimento (seria visto como destino seguro para investimentos) provavelmente em três anos, ou seja, por volta de 2010. No início de abril de 2008, a estimativa mais cautelosa era de que o conseguisse em 2009 e a mais atrevida falava no final do primeiro semestre de 2008. Por isso, o anúncio do rating BBB- para o Brasil no dia 30 de abril agora foi uma grande surpresa e, principalmente, pode ser visto como uma grande conquista brasileira. Não esqueçamos que aconteceu no meio da crise econômica mundial que deixa todo mundo mais cuidadoso. Estranhei o jornalista Nelson de Sá dizer em seu blog que a revista The Economist nem ligou para o fato, que só falou em China; acho que a edição impressa já estava fechada quando saiu a notícia (mas posso estar errada - a conferir na próxima edição). Diante disso, vamos ver o que acontece a seguir:
- O presidente Lula continuará tão pé-quente assim? (Cada vez mais empresários e executivos que antes o rejeitavam já o aceitam por conta de sua inegável sorte.)
- A taxa de juros no Brasil vai cair mesmo dois pontos percentuais em um ano? (Foi o que projetou um estudo do economista Edmar Bacha, baseado no que houve em 66 países que mudaram de rating entre 1996 e 2004.)
- O risco Brasil deve cair e, com isso, o custo das captações externas por empresas brasileiras e pelo Tesouro Nacional deve cair significativamente?
- As ações de companhias brasileiras vão se valorizar MUUUUITO nas bolsas internacionais? (No dia 1º de maio, subiram até 4% na bolsa dos EUA, que não teve feriado.)
- Vai vir MUITO MAIS investimento de longo prazo para cá, como nem imaginamos?
Vamos cruzar os dedos…Já pensaram quando o Brasil chegar à letra A da classificação S&P?(Claro que tem a contrapartida do real mais valorizado e do impacto nas exportações…)
(Por Neto via UoD)
Hoje tive uma reunião com um sujeito interessante. Um investidor americano que além de conhecer muito bem Wall Street, também gosta de fazer seus videozinhos no Mac. Aí, no meio da reunião ele me mostra este vídeo [que ele mesmo criou], inspirado neste outro aqui, contando como Wall Street derreteu em 2007. Esclarecedor:
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O japonês Joichi Ito (ou Joi Ito) ajudou a fundar empresas pontocom bem-sucedidas e, agora, é um dos principais investidores por trás do site Technorati, que mede o impacto de blogs, e da Mozilla, empresa que faz o navegador Firefox. Mas parou de apostar na web.
O senhor está investindo em 23 companhias. Quantas já dão lucro?
Joi Ito - Aproximadamente metade. As melhores ainda estão consumindo dinheiro. Mas parei de colocar dinheiro novo. Faz seis meses.
Há uma nova onda, chamada web 2.0, em que cresceram os projetos colaborativos e cada um produz seu conteúdo na internet. Isso vai durar?
Ito - Depende do país ou de qual aspecto você está falando. Em países desenvolvidos, se você olhar para os preços das companhias pontocom e para a velocidade com que estão crescendo, é além do real. Estamos na “bolha 2.0″. Vai haver algum tipo de pequena ou grande quebra disso tudo. A especulação já começa a sair do controle. Nos EUA, vejo empresas que valem US$ 1 milhão. Aí aparece alguém interessado e, da noite para o dia, os fundadores passam a querer US$ 40 milhões por ela.
Joseph Stiglitz, vendedor do prêmio Nobel da Economia, analisa o momento econômico atual no Estados Unidos.

Confira na íntegra a entrevista com o tenista, empresário e mestre do mundo dos negócios: Jorge Paulo Lemann. Nessa entrevista exclusiva feita por José Salibi Neto (Chief Knowledge Officer do Grupo HSM) ele explica os 18 princípios de sua vitoriosa cultura de gestão. Aqui
Viver é muito mais interessante do que se imagina mesmo. No meio desse vendaval que atinge as bolsas de valores mundo afora, no meio da crise norte-americana, aparece uma novidade como a fusão da Bovespa com a BM&F. Ela representa, como diz o jornalista Luís Nassif hoje em seu blog, o salto final da consolidação do mercado de capitais brasileiro. Deve abrir espaço para multinacionais latino-americanas resolvendo a questão das moedas e vai dar uma força incrível para o mercado das commodities agrícolas brasileiras, que é muito mais crucial para a competitividade do nosso país no futuro do que pensa a turma high-tech e os executivos em geral (apesar de as empresas de ponta da agricultura brazuca terem muita tech e muito management). Sem falar no mercado de carbono –talvez o único limite para ele seja o céu daqui a um tempo. Então: a Nova Bolsa só é menor que a Bolsa de Chicago nas Américas (superou a de Nova York!). Além disso, ficou bem menos vulnerável a aquisições de bolsas estrangeiras (a bolsa de Chicago já tem 20% da BM&F e a de NY tem 1% da Bovespa, sabiam? Eu não sabia). Voltando ao vendaval, aprendemos mais uma vez que não vale a pena sofrer antes da hora. Esses problemas têm tudo a ver com confiança (ou melhor, a falta dela) e confiança é algo que se vai restabelecendo aos poucos, com notícias como a dessa fusão. As ações BM&F e Bovespa dispararam (15% e 10% respectivamente). Só lamento não ter nenhuma das duas…
Muitos estão dizendo que a bolha habitacional e a redução do crédito nos Estados Unidos, foram causadas pelo fato de Alan Greenspan ter deixado as taxas de juros muito baixas por muito tempo. Nesta entrevista de Lesley Stahl para os 60 minutes, Greenspan tenta se justificar.
Em Novembro de 2007, durante a Expomanagement, o Alan Greenspan já havia avisado que a crise era inevitável e que viria em múltiplos de 100 bilhões de dólares. É incrível imaginar que um banco como o Bear Stearns, que valia US$171 por ação a um ano atrás, foi vendido essa semana por US$2 por ação. Abaixo um vídeo mostrando que não podemos sempre confiar no que está na mídia. Como diz um amigo do mercado “Bumbum na parede!!!!”

