O “Center For Futures Civic Media” é um esforço conjunto entre o MIT Media Lab e o MIT Comparative Media Studies Program. Eles trabalham na criação de sistemas técnicos e sociais para compartilhar, priorizar, organizar e agir na informação.
Arquivo para updates sobre 'mídia'
Quando abriu o primeiro Starbucks no Morumbi Shopping, em São Paulo, eu, novidadeira, fui logo lá tomar um café. Quando fui buscar o adoçante, um rapaz se aproximou, pegou um saquinho e ficou comentando comigo: “Como é bom esse adoçante, não? Não deixa gosto ruim no final. Melhor que açúcar. Não me importo de pagar mais por ele. Etc. Etc.” Fiquei desconfiadíssima. Tinha acabado de dar um artigo sobre marketing disfarçado e quase tive certeza que aquele cara, naquela ocasião, tinha sido “plantado” para dizer aquelas coisas. Não revelo a marca do adoçante por não ter certeza. E se foi um depoimento sincero? Mas só de imaginar que não era, impliquei com a empresa e sua “possível” intenção de me enganar.
Bom: semana passada, no blog irmão Update or Die, teve um post polêmico justamente sobre propaganda disfarçada, só que nos blogs. Era meio que a favor dela, no estilo “live and let live”. Dizia que os jornalistas “tendem a policiar o conteúdo dos blogs (que chamam de Blogs de Aluguel)”, que “nossa imprensa tem esse resquício autoritario de patrulhar conteúdo”, que “nos cases premiados em Cannes 2008 era frequente a citação de blogs… como forma importante de divulgação das campanhas [publicitárias]” e que reações assim no Brasil nos distanciam “de uma maneira mais moderna de fazer comunicação”. Não participei da discussão por falta de tempo, mas queria ecoá-la aqui no blog da hsm, alertando (sem disfarçar) que sou jornalista, potencialmente patrulheira. (Mas quem me conhece sabe que não sou do tipo corporativista que endossa tudo que a classe faz.)
Agora, implico muitíssimo com esse tal marketing “espontâneo” contratado pelas empresas, seja ao vivo, seja em blogs. Ok, não dá para esperar de blogueiro “compromisso ético com a verdade” e “isenção”, como se escreveu no post (ainda que dê para esperar do ser humano que tenha valores pessoais como o de falar a verdade). Mas dá para esperar das empresas que joguem limpo. Mais que esperar, dá para exigir. Então, se a Coca-Cola presenteia o blogueiro com geladeira de isotônico, que peça a ele para contar do presente que recebeu. Meu problema, vejam bem, é com as empresas, não com os blogueiros. Tem muita empresa fazendo marketing moderno com abertura e transparência, não precisa apelar para a saída pela esquerda.
PS: Jornalista já recebeu muito jabá, mas isso mudou porque aumentou a seriedade da imprensa. Devemos celebrar, não achar careta.
A crítica do Ruy Castro, por exemplo, é de que a reforma é cosmética e vai custar caro. Outros acham que ela violenta as culturas locais, na linha das críticas à globalização (e o Brasil seria o grande “imperialista” do pedaço nesse caso, porque é, se não me engano, o que muda menos). Condenam ainda o fato de a unificação ser imposta como lei, de cima para baixo. De qualquer modo, queria destacar alguns pontos positivos dessa unificação:
A honorável revista inglesa The Economist traz nesta edição semanal (que já está no site e chegará às bancas hoje também) um artigo em que advoga o fim da tarifa protecionista “hipócrita” imposta pelos EUA à importação do etanol brasileiro feito de cana-de-açúcar (para uso como combustível). Ao afirmar que as críticas ao etanol são injustas, ela ressalta para quem desconhece geografia que as plantações de cana ficam bem longe da Amazônia. Seríissima, a Economist é uma aliada e tanto nessa batalha brasileira pelo etanol no front internacional. E caso alguém ainda não tenha percebido, o etanol é um forte aliado da marca Brasil no front internacional, com potencial de impulsionar a internacionalização de muitos negócios brasileiros. Embora sejam longas, vale reproduzir aqui algumas das observações - acachapantes – do Roberto Rodrigues (ex-ministro de Agricultura do governo Lula, especialista de agronegócio da FGV) feitas à jornalista Lizandra Magon de Almeida, colaboradora de HSM Management, até porque “spreading the word” é fundamental nesse caso:
- O potencial do Brasil nessa área é enorme: já usamos 44% de combustíveis renováveis, enquanto o mundo usa só 14%, segundo Rodrigues. “O Brasil poderia produzir 15% do combustível consumido no mundo em 15 anos, usando a terra e a tecnologia atual.” Ou seja, sem contar a tecnologia que está por vir pode até fazer dobrar esse índice. E sem contar que podemos nos dar ao luxo de aumentar em 7,5% a área plantada de cana no Brasil sem impactos ambientais.
- Os mercados para o etanol precisam ser ativamente construídos, o que depende de leis. No Brasil, o Pró-Álcool só foi para frente quando se tornou obrigatória a mistura de 20% de álcool na gasolina. Os outros países vão ter de fazer leis similares.
Louis Rossetto, co-fundador da revista Wired, fala sobre o impacto dos blogs na sociedade atual.
Parte 2 da entrevista aqui.
Em maio de 2007, a agência de classificação de risco de investimentos Standard & Poor’s afirmava que o Brasil chegaria ao grau de investimento (seria visto como destino seguro para investimentos) provavelmente em três anos, ou seja, por volta de 2010. No início de abril de 2008, a estimativa mais cautelosa era de que o conseguisse em 2009 e a mais atrevida falava no final do primeiro semestre de 2008. Por isso, o anúncio do rating BBB- para o Brasil no dia 30 de abril agora foi uma grande surpresa e, principalmente, pode ser visto como uma grande conquista brasileira. Não esqueçamos que aconteceu no meio da crise econômica mundial que deixa todo mundo mais cuidadoso. Estranhei o jornalista Nelson de Sá dizer em seu blog que a revista The Economist nem ligou para o fato, que só falou em China; acho que a edição impressa já estava fechada quando saiu a notícia (mas posso estar errada - a conferir na próxima edição). Diante disso, vamos ver o que acontece a seguir:
- O presidente Lula continuará tão pé-quente assim? (Cada vez mais empresários e executivos que antes o rejeitavam já o aceitam por conta de sua inegável sorte.)
- A taxa de juros no Brasil vai cair mesmo dois pontos percentuais em um ano? (Foi o que projetou um estudo do economista Edmar Bacha, baseado no que houve em 66 países que mudaram de rating entre 1996 e 2004.)
- O risco Brasil deve cair e, com isso, o custo das captações externas por empresas brasileiras e pelo Tesouro Nacional deve cair significativamente?
- As ações de companhias brasileiras vão se valorizar MUUUUITO nas bolsas internacionais? (No dia 1º de maio, subiram até 4% na bolsa dos EUA, que não teve feriado.)
- Vai vir MUITO MAIS investimento de longo prazo para cá, como nem imaginamos?
Vamos cruzar os dedos…Já pensaram quando o Brasil chegar à letra A da classificação S&P?(Claro que tem a contrapartida do real mais valorizado e do impacto nas exportações…)
Acabo de ler um ótimo livro chamado “The Eyes Have It” , escrito por Kevin Lee, fundador e Executive Chairman da agência digital Didit. O livro fala sobre a entrada do digital no mundo da publicidade, explica os bastidores da interação entre agências, anuciantes e mídias e como as novas mídias e players estão revolucionando essa dinâmica. Segundo ele, a tecnologia está fazendo a publicidade se tornar cada vez mais analítica e eficiente. O custo para todos os envolvidos é o aumento da complexidade no gerenciamento dessas campanhas, a questão da privacidade pessoal e o modelo de negócio das grandes agências. Nada muito novo para quem está no olho do furacão mas muito bom para quem quiser ter um overview dessa nova realidade.
Depois do jump, um vídeo de uma entrevista de Lee durante o evento Search Engine Strategies New York 2008
Eu também adoro listas. Faço guias de viagem (Fuja/Fique) com o Grupo Folha e, no fundo, eles são listas de lugares e atividades que valem a pena. Desenvolvi um site para a Bei Editora, chamado O Especialista, que tinha listas de craques/ celebridades das mais diversas áreas do conhecimento sobre os melhores livros, discos e filmes de todos os tempos em diversos gêneros (incluía uma ótima lista do José Salibi Neto sobre os dez melhores livros de gestão, por exemplo) –o site era o máximo, mas o conteúdo foi fechado, pena.
Mas, além desse gosto pessoal, queria dizer que acho que listas estão entre as três ferramentas de comunicação interna (e motivação) potencialmente mais eficazes para as empresas, ao lado de histórias e metáforas. Não à toa a publicidade, o show business e a imprensa as usam direto e faz muito tempo. Por que o pessoal nas empresas não abraça a idéia? Histórias já começam a ser mais usadas. Metáforas tem muito pouco. E listas, não as vejo. Listas não são agendas, notem bem; não estou falando de listas de coisas para fazer esta semana. Podem ser listas de iniciativas que deram supercerto no mês. Ou dos erros com que mais aprendemos. Ou dos melhores clientes (e dos piores). Dos fornecedores mais legais. Das tecnologias que ninguém entende.E por aí vai.
Agora, listas (como histórias e metáforas) são sempre pessoais, é preciso ter isso em mente. Então, pedem revezamento na autoria. Por exemplo, este livro dos 1.000 lugares tem um título genial e é bem feito, mas é uma lista que eu não faria, por ser muito “mainstream”, convencional. Acho que viagem para valer tem de te pôr em contato com o que é local (cultura, população, natureza etc.), senão é empobrecida, vira apenas um ato de consumo. Você não fica conhecendo nada de verdade se só se fechar nos melhores (e mais caros) resorts e se só fizer passeios de agência de viagem. Viagem tão blindada não dá… Mas este livro sugere o Delta do Okavango, em Botsuana (na foto), um dos melhores safáris africanos, de barco, e só fazer as pessoas conhecerem o nome já é um ponto a favor. Depois vou fazer uns posts-listas por aqui.
(por Paula Rizzo via Uod)
Dica do nosso leitor Marcelo Barros, o tema deste post é o Hulu, site de vídeos formado pelos grupos NBC Universal e News Corp, que estréia hoje, apenas no território norte-americano, com muito conteúdo graças às parcerias com grandes grupos como a Warner Brothers, Lionsgate Entertainment e Metro-Goldwyn-Mayer.
Em seu lançamento o Hulu irá oferecer gratuitamente episódios completos de mais de 250 séries de televisão que atualmente fazem sucesso, como “Os Simpsons” e “The Office” e cerca de 100 filmes.
O site, desenvolvido para concorrer com o YouTube (embora com proposta diferente), também inaugura um novo modelo de comercialização publicitária. O próprio usuário poderá escolher o comercial que quer assistir. Vale ficar de olho !!
Quem descobrir primeiro como assistir aqui do Brasil, divida com a gente nos comments.
Update: um passarinho me soprou que o hotspot shield resolve o problema… Testei e funciona.
Update 2
Na revista Fortune deste mês tem uma ótima matéria sobre o Hulu. Alguns pontos na matéria me chamaram a atenção:
1º - a facilidade do uso, o Hulu tem uma atenção obcessiva ao detalhe na experiência do usuário.
2º- o fato do CEO Jason Kilar escolher usar uma estrutura totalmente separada, levando o projeto com uma mentalidade de startup.
3º - a colaboração entre programadores em Santa Monica e Beijing fazendo com que o trabalho passasse de mãos em mãos 24 horas.
4º - a capacidade do usuário controlar a programação de maneira nunca vista na TV. No Hulu você pode editar um programa e transforma-lo em um clipe de poucos segundos. Se quiser pode enviá-lo por e-mail ou colocá-lo em seu website.
Segundo Quincy Smith, a pessoa a frente das iniciativas digitais da CBS, o Hulu precisa focar em facilitar a interação entre seus fãs e criar uma comunidade online. Kilar, que parece estar diariamente atrás da adesão da CBS, diz que este é o próximo passo.
A Fast Company acaba de lançar seu canal de conteúdo audio/visual pela Internet: FastCompanyTV. O responsável pelo projeto Robert Scoble explica melhor:
Durante o TED, um tema muito comentado foi o novo projeto da Microsoft chamado World Wide Telescope. O Wagner Brenner do UoD nos mostrou primeiro. Saiba mais: aqui na Fast Company TV.
Mais um para meus RSS.
(por Thiago Mello, via Y&R UoD)
Aproveitando o último post do Marcos Braga, a revista Super Interessante de março (texto de Rafael Tonon) traz um dado sobre o modo como as pessoas comunicam-se diariamente (clique na imagem para ampliar). No topo estão os e-mails, com 1,3 bilhões enviados (isso sem incluir os Spams), seguidos dos 920 milhões de mensagens instantâneas trocadas por MSN, Google Talk, e quem sabe até um pouco pelo saudoso ICQ.
O telefone fixo vem em terceiro lugar, com um número bem abaixo: 217 milhões de ligações (com a duração média de 3,3 minutos). Mas, se o telegrama ainda está aí para contar história, o telefone está longe de perder seu papel.

