Os que me conhecem sabem que ando cansada do mantra “os jornais vão morrer, toda a vida será online”, repetido à exaustão mundo afora. Às vezes, acho que leitores preguiçosos é que ficam alimentando a corrente por interesse próprio (mas aí já se trata de implicância). As coisas se transformam, coexistem em novos arranjos e cada qual tem uma função a cumprir. Quem concorda comigo, aparentemente, é o ultrapremiado e bem-sucedido designer de jornais Jacek Utko, polonês, e concorda duas vezes: 1. Em um congresso sobre mídia impressa que aconteceu essa semana na Alemanha, ele disse que o newspaper (papel que traz notícias ou novidades) é substituído pela mídia online, mas o usepaper (papel que tem utilidade, dando conhecimento, servindo de ferramenta) permanece. Concordo. 2. Ele tem um histórico de aumentar absurdamente a tiragem de jornais europeus (e, às vezes, salvá-los da extinção), mudando seu visual. Vejam o vídeo da apresentação de Utka em um TED Talk de 2009.
“The whole newspaper as one composition. As music. With rythm.” A mesma lógica pode ser aplicada a muitos produtos, serviços e atividades; fiquem atentos.
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Do poder de modelar a informação e devolvê-la para a Sociedade, de uma forma pessoal, estruturada e com valor agregado é que se beneficia hoje o novo indivíduo social, o Homus Networkus. Sua caracterísitca central é fazer parte, voluntária ou involuntariamente, das infinitas redes de informação e colaboração existentes, como elemento ativo. O Homus Networkus é, portanto, meio. Mas neste mundo convergente, multiformato, o Homus Networkus é também mensagem. É Homus Informatione, uma vez que é praticamente, ele mesmo, informação. Somos simultaneamente informação e processamento de informação. Como será o futuro da comunicação, do comércio, do conhecimento, das relações, dos negócios? O que será desse processo de multi-influência intermitente entre todos os indivíduos?

Ocidentais são maioria e Brasil ocupa o 7º lugar, com quatro horas e meia de navegação por mês por pessoa. (Nosso blog da HSM está nesta conta!)
Agora, vale cruzar com dados gerais de uso da internet de um mês antes. Há 1,7 bilhão de pessoas conectadas à rede no mundo, 10% na América Latina e Caribe.

A primeira pesquisa é Nielsen e eu vi na Economist online. A segunda pesquisa eu vi no blog do Silvio Meira e há números e mais números aqui.

Todo mundo têm acompanhado as tragédias que as chuvas que castigam o sudeste do Brasil desde o final do ano passado têm provocado. Mas tem gente que decidiu tomar uma atitude para ajudar por conta própria e vêm usando as redes sociais de maneira inteligente e eficiente.
O Projeto Enchentes, idealizado pela publicitária Cristiana Soares. O site traz um mapa mostrando áreas inundadas e de risco, áreas de deslizamento em estradas, rotas alternativas, locais de abrigo e pontos de coleta de doações. Fornece, ainda, telefones, endereços e links de serviços úteis para enfrentamento de situações de enchentes, e uma página destinada a agregar e divulgar informações sobre doações.
Na página inicial do site, a frase “Este projeto só existe se você colaborar” resume bem a proposta dos idealizadores do espaço, que foi desenvolvido e colocado no ar em apenas 24h. “vamos mostrar para que serve a mídia social, de fato, de útil para vida”, explicou Cristiana no twitter.
Qualquer um pode participar ativamente do Projeto Enchentes enviando vídeos, fotos e textos que possam alertar sobre áreas de risco em sua cidade e mencionar maneiras de ajudar desabrigados e vítimas.
No twitter, as tags #enchentes e #projetoenchentes têm sido utilizadas tanto por quem busca informações sobre o problema, quanto por quem está acompanhando a situação de perto e deseja divulgar notícias úteis. Os posts abordam desde links para notícias relacionadas até dados para colaborar com as vítimas.
Dados dos EUA.
E eu gostei de “long-term journalism”. Pela lógica, em um mundo que pode vir a se caracterizar pela volta do longo prazo, isso faz sentido.
via Andre Felipe
Começamos uma série de vídeos online para explicar melhor os conceitos e as idéias que defendemos na DOM. É a série DOM VideoBiz. Abaixo você pode acompanhar os 2 primeiros programas.
O que vocês acharam?
Alan Mutter é mais um desses CEOs-com-um-blog. Mas o dele é de jornalista, batizado de “Reflexões de um Dinossauro das Notícias”. A última do Alan é um checklist sobre conteúdos que merecem ser pagos na internet. Organizando muito do que se vem discutindo mundo afora, o sujeito rankeou de 5 a 1 (se eu bem entendi) oito atributos de um conteúdo online: ser único, fugir do rotineiro, poder economizar tempo, ser urgente profissionalmente, ser customizável, ter valor de entretenimento, ser mais localizado/próximo do consumidor, ser importante para a economia doméstica (em compras etc.). Aí ele dividiu o conteúdo online em B2B e B2C e identificou os “sweet spots” de cobrança, no gráfico acima. As oportunidades de cobrar, como se pode notar, são maiores nos conteúdos B2B, com as pessoas jurídicas (não as físicas) como alvo. The Financial Times e The Wall Street Journal estão entre os provedores de conteúdo que já entenderam isso.
Não é nenhuma lei marcial ainda. Mas é um começo.
Quem ainda tem o seu Mix de Marketing embasado nos quatro P’s considerando Preço pode começar a repensar toda a sua estratégia. Não vivemos mais na época do preço, mas sim de valor. Isso não é de hoje, aliás. O mercado de Luxo consegue cobrar mais de R$ 20 mil reais por uma bolsa. Hoje, a internet deixa isso muito claro.
Veja que o Google reconheceu que pagou nada menos do que US$ 1 bilhão a mais do que custava o Youtube. O gigante comprou o site de vídeos por US$ 1,65 bilhão. Mas, para o Google, não era uma questão de preço. Para eles, VALIA a liderança de mercado. Com um preço na faixa de 600 milhões, os seus rivais Microsoft e Yahoo poderiam comprar.
Por mais que o próprio Google saiba que levará alguns anos para ter retorno sobre este investimento, ainda mais devido ao modelo de negócio do Youtube, o fato é que os universitários que criaram um site de compartilhamento de vídeo conseguiram atribuir um valor muito maior do que o próprio negócio tinha. E se isso é possível fazer num mundo de bits, imagine em outras categorias.
Vale pela mensagem em si e vale pela forma de transmiti-la –grande lição de comunicação para os dias atuais.
Projeto Pix/Fischer.
Tks, @walterlongo!
Deveras interessante: O aplicativo The Twitter Tim.es formata um jornal para você a partir das fontes que você segue no Twitter – provedores de conteúdo, celebridades, amigos. O vídeo explica:
http://www.vimeo.com/6486169
Vi no TechCrunch por indicação do Zé Roberto Toledo.

Acaba de ser apresentada a nova versão do já famoso vídeo Did you Know, que mostra o quanto a convergência das mídias influencia em todos os âmbitos de nossas vidas. O vídeo concentra-se na ascensão dos meios de comunicação social, a queda das fontes tradicionais, e vem com lotes de fatos e números. Bom até para fonte de consultas para todos os comunicadores…
Imperdível!
Mensurar a interação social na web 2.0. Esse é o objetivo do Web Ecology Project.

O gráfico acima foi feito com base no conteúdo de (e nas respostas a) 12 usuários de Twitter de alta popularidade, para determinar sua relativa influência nessa rede social. Primeiro, pelo que entendi, foi analisado um ecossistema of 134.654 tweets, 15.866.629 followers e 899.773 followees. Então, partiu-se de 2.143 tweets gerados pelos 12 perfis acima durante dez dias – e foram coletadas 90.130 respostas de outros usuários para tanto. Uma das descobertas foi a de que o Mashable é mais influente do que a CNN no Twitter (a gente já sabia, mas agora é estatística).
LEGENDA DAS CORES: branco = tweet original; verde = retweet; vermelho = reply; azul = menção.
A dica é que dá para ir acompanhando, pelo Twitter, o que andam medindo.
UPDATE: E tem essas estatísticas da web em geral, powered by Google Reino Unido. via e via e via
Acaba de “ser lançado” um DVD (trailer abaixo) do show do Radiohead que aconteceu este ano em São Paulo – eu estava lá; espetacular! Foi produzido por fãs para fãs, como explica seu site, e dá para fazer o download à vontade. Vocês acham que o Thom Yorke vai reclamar? Duvido. Ele e o Chris Anderson já entenderam tudo. Sabem que o consumidor agora é tão empreendedor quanto o produtor e usa o que consome como matéria-prima. Olha só aonde a cultura da reciclagem está indo dar, quem diria… Outro paradigma quebrado e um paradigma substituto já a postos.

Este post é dedicado a quem ainda tem dúvidas sobre as mudanças sociais.
Segundo a comScore, no último mês de julho, os norte-americanos bateram o recorde de audiência ao assistir um total de 21,4 bilhões de vídeos, com 158 milhões de usuários.
A consultoria declara ser um número inédito, isso mostra o crescimento vertiginoso do recurso multimídia em plataformas de web. Entre os sites mais acessados estão os vinculados às empresas do Google (YouTube e Google Vídeos), Viacom e Microsoft. A duração média dos filmes vistos ficou no patamar de 3,7 minutos.
Já um outro estudo, realizado pela Nielsen, mostra crescimento no tempo-médio de audiência tanto na TV quanto na Internet e Celular. Ao analisar, rapidamente, é possível identificar que está claro uma maior procura pelos conteúdos multimídia, não importando o canal de acesso.
Confira, abaixo, o gráfico com os resultados divulgados pela Silicon Alley Insider.

