Arquivo para updates sobre 'sustentabilidade'

Teoria x prática de consumo

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A American Apparel é um fenômeno de vendas, uma marca jovem, desejo de vários adolescentes e adultos mundo adentro. Um fenômeno que se viu diante do dilema: manter o apelo ecológico ou mudar para algo mais voltado ao sexo. O que você faria com a marca sob sua responsabilidade? Reforçaria a não utilização de trabalho forçado, o fato de produzir nos Estados Unidos ou optaria por uma linha de comunicação mais apelativa aos instintos básicos do ser humano?

Talvez seja mais produtivo ouvir profundamente o consumidor. O Journal of Industrial Ecology diz que apenas entre 10 e 12% dos consumidores desviam de sua rota em busca de produtos favoráveis ao meio ambiente. Mas o teste mais interessante tem a ver com os dois produtos acima e foi feito pelo Yale Center for Costumer Insights. No mercado, consumidores acrescentam à balança do preço, qualidade, conveniência, prazer, os inúmeros símbolos derivados dos produtos que criam racionais de compra.

Se você tivesse 50 dólares para gastar e a imposição de gastar, qual dos dois produtos acima você compraria? Isso mesmo, escolha entre uma calça jeans e um aspirador de pó. Acho que fica claro que o objetivo era contrapor algo pessoal, com um pouco de luxo a algo utilitário. Fez sua escolha? Agora compare.

As pessoas foram divididas em 2 grupos. Ao primeiro grupo foi oferecida a mesma escolha que te ofereci acima. Qual foi a preferência? 72% optaram pelo aspirador de pó. Ao segundo grupo antes de se apresentar essa mesma opção, discutiu-se  sobre trabalho voluntário, antes da decisão de compra, as pessoas escolhiam se preferiam ensinar crianças carentes ou trabalhar em atividades de proteção ao meio ambiente. Depois dessa escolha, restava optar por aspirador de pó ou calça jeans. Ali, a maioria, 57% preferiu a calça jeans.

Para as pessoas que eu apresentei o teste, a opinião foi sempre contrária, a sensação de que pessoas que fazem trabalho voluntário preocupam-se mais com os outros. Mas a explicação oficial é diferente e mais próxima da natureza humana. Quem faz algum trabalho voluntário sente-se mais livre para indulgências pessoais… Como se comporta o seu consumidor?

Todo criminoso comete sempre o mesmo erro; toda empresa também –preço, no caso das americanas

peterdrucker-small.jpgOpa, não sou eu que digo isso; foi o Peter Drucker que disse, em sua última entrevista, dada com exclusividade ao José Salibi Neto, da HSM Management (veja aqui). Reproduzo, com a observação de que eu adoro essa entrevista do Drucker, vale por um livro, foi muito inspirada (e com uma franqueza de dar gosto):
“Sabe o que eu acho particularmente incrível…? É que, com toda a história registrada e estudada, os norte-americanos ainda não aprenderam a não cometer os erros dos quais os japoneses se aproveitam. Acho que o mundo corporativo funciona mais ou menos como o mundo do crime. Todo criminoso comete sempre o mesmo erro; é assim que a polícia consegue prendê-lo, não é? Pois toda empresa também comete sempre o mesmo erro….. 
O erro [das empresas americanas] é fixar preços no limite do que o mercado é capaz de suportar, em vez de criar um mercado; é buscar margens de lucros elevadas, em vez de vender mais para maximizar os lucros.
Os empresários norte-americanos não sabem que lucro é igual à margem de lucro multiplicada pelo giro de estoque, pelas vendas; eles acreditam que lucro é igual à margem de lucro. Isso é culpa dos economistas, aliás. A grande fraqueza dos Estados Unidos está no fato de termos economistas demais. Economistas acreditam em margens de lucro. Já os japoneses sabem que lucro é igual a margem de lucro vezes giro. Eles se preocupam com margem de lucro, mas sabem que o giro é igualmente importante….algumas empresas brasileiras já aprenderam a explorar isso, como a fabricante de aviões Embraer.”

Keetsa e seu colchão sustentável

A Keetsa é uma empresa americana que desenvolveu toda uma linha de “cama” feita de materiais reciclados. Como se não bastasse, os colchões são empacotados para caberem nessa caixa verde (foto). Com isso fica mais fácil e barato de transportar, diminuindo o “custo” para o meio ambiente. Ao chegar em casa, é só tirar da caixa que o colchão volta ao tamanho normal. Genial!

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Recarregue seu celular de forma sustentável

rechargepod1_l.jpgO RechargePod é uma estação de carregamento de baterias de celular, desenvolvida para eventos outdoor, movida a energia solar e eólica. A estação foi inaugurada este ano no festival de Glastonbury na Inglaterra. Clique na foto para visualizar melhor.

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VGBL ou PGBL? Ainda a aposentadoria do Bill

aposentadoria.jpg Não deveria revelar, mas meu senso de blogueiro me impede de guardar esse segredo. Esse pequeno livrinho aí do lado foi a fonte de Bill Gates para conseguir se aposentar aos 52 anos de idade e partir para a tão falada segunda carreira. Isso, conseguindo reservar para si apenas 1% do patrimônio que amealhou. O restante fica para a fundação que criou com a mulher. O único problema é que está esgotado, já liguei na editora, talvez com esse post, eles imprimam mais.

Já que não é possível ler esse livro agora, sugiro a coluna de hoje da Ilustrada do João Pereira Coutinho. Traz muito menos dicas, é mais reflexiva e passa por uma série de pontos sobre o sistema capitalista, a vida no mundo corporativo e aposentadoria. Muita ironia, o jornalista não é do mundo corporativo, mas no final uma rendição ao trabalho de Bill Gates e ao surto de inveja que a aposentadoria dele causou em muitos de nós.

Se o mundo se divide entre seguidores do Bill x seguidores do Steve, a disputa ganhou desde ontem novas faces. Sim, eu também sou usuário do primeiro e mais admirador do segundo. O importante é que cada um deles está construindo o seu caminho. E eu? E você? Como vai ser o vídeo da nossa aposentadoria?

Mercedes sem gasolina

Do Walter Longo, via UoD A previsão é da própria empresa: até 2015 sua linha de automóveis será totalmente livre de petróleo. Carros elétricos, bio-diesel e até hidrogênio fazem parte dos planos da Mercedes que já tomou a decisão de migrar para fontes alternativas de energia de forma definitiva. A previsão pode ser otimista, mas nada como o custo atual do petróleo para gerar mudanças radicais e quebrar paradigmas da indústria. (via AutoblogGreen)

Não dá para abrir os ouvidos apenas para música!

naomi.jpgQuem aqui lê revista Cult? Pode ser preconceito mas achei que era um número baixo de internautas, daí resolvi aprofundar a discussão dessa canadense de 38 anos. Naomi Klein conseguiu aparecer para o mundo com seu livro NoLogo, agora lança um novo livro questionando partes do sistema. Vale ler? Esqueça que ela se mostra simpática ao Chaves. Para mim nenhum dos dois Chaves que você consegue imaginar merecem respeito. Um terceiro que me veio a mente, o Juca, respeito por ser são-paulino, mas não estou aqui para falar de futebol. Queria deixar claro que se já fui socialista na juventude, assumi o capitalismo, reticente, mas assumi por não ver nada melhor, reticente por duvidar da capacidade dos homens, e portanto das empresas, de parar num nível adequado, quase sempre se continua querendo mais, indo além do limite do decente, mas isso é outra questão.A entrevista de Naomi vale pelo conceito do “Capitalismo do desastre” que quer dizer que existem sim muitas empresas se beneficiando, torcendo e até fazendo lobby pela desgraça. Aí entra desgraça num sentido amplo, natural ou causada pela incompetência ou omissão dos homens. Parece papo de esquerdista? Pode até parecer, mas não é. É vida real. Acontecendo no Iraque, até mesmo em New Orleans depois do Katrina. O Estado vai privatizando funções, deixando espaço para empresas assumirem serviços e lucrarem com a volta “à normalidade” depois de guerras, tragédias. Para não irmos muito longe, pense na indústria da segurança privada. Quanto você gasta a mais com isso? E no seu condomínio? Carro blindado? Como se comporta o presidente da sua empresa? Alguém sente-se mais seguro com isso? Claro que não, é só parar para pensar e ver que os símbolos escolhidos para mostrar o sucesso são os mesmos que atraem os excluídos. Como fechar essa equação? Também não sei, só sei que não é nada fácil, menos ainda se sequer pararmos para ouvir a tal canadense.capa-cult.jpgParte da entrevista está aberta no link abaixo. Mas deixo a sugestão da compra da revista. Como não tem nenhuma celebridade na banheira, os anúncios são poucos. Se comprar, aproveite para ler o dossiê sobre o Lacan. É provável que não entenda muito, mas quem disse que se entender é algo simples, mas vale começar.

Alguém me explica o telemarketing?

telemarketing.gifPara mim, marketing e vendas funcionam mais ou menos como naquela música do Chico Buarque, Terezinha de Jesus, em que o primeiro (pretendente) vem do florista e lhe dá um broche de ametista, o segundo vasculha sua gaveta e cheira sua comida, mas é o terceiro, chegando sorrateiro, que ganha a mulher: “Antes que eu dissesse não, se instalou feito um posseiro dentro do meu coração”. O sorrateiro chega no boca a boca, na boa publicidade etc.Por isso, não consigo entender como tem sucesso o telemarketing ativo, que invariavelmente usa a estratégia de um dos dois primeiros pretendentes da música (a invasão gentil ou a invasão hostil). (A invasão hostil é a fase 2 da estratégia do telemarketing, na verdade: quando eles ficam insistindo sem deixar a gente desligar.)Todos os meus amigos e parentes têm a mesma ojeriza que eu, ou até maior –não é incomum, por exemplo, as pessoas compartilharem táticas para se livrar dos operadores. A de um conhecido meu é bem inusitada (e eficaz). Ele diz ao operador: “Agora não posso falar; te ligo de volta. Até que horas você fica aí? Ah, só posso depois disso. Me dê o telefone da sua casa que eu te ligo, várias vezes se for preciso, fique tranquilo”. (Todos os operadores desligam rapidinho.)Alguém de marketing/vendas pode me explicar por que insistem tanto nessa ferramenta? Não entendo! Eis algumas perguntas:

  1. Essa estratégia MST de invasão dá resultado mesmo?
  2. O resultado compensa até a rejeição gerada no processo, inclusive rejeição à marca?
  3. Por que as empresas, no momento em que o alvo diz que não compra nada por telemarketing por princípio (nem uma BMW a US$ 1), não o deletam do mailing automaticamente?
  4. Por que eu recebo três ou quatro ligações na mesma semana da mesma empresa oferecendo o mesmo produto?
  5. Não ia ter uma lei proibindo as empresas de fazer isso? 
  6. De quem foi a idéia brilhante de usar telemarketing ativo para “relacionamento”, que nesse caso significa tentar empurrar mais produtos para alguém que já é cliente?

Importante: Minha crítica não se aplica ao marketing direto por correio (convencional ou eletrônico), em que temos a opção de simplesmente jogar fora a mensagem ou de lê-la na hora que tivermos disposição. As centrais de atendimento receptivas também são muito úteis e não têm nada a ver com minhas reclamações.PS1: Escrevo depois de receber uma ligação de telemarketing dessas… PS2: Fiz um google Eu odeio telemarketing, deu várias páginas. Vejam.  

Goswami, Deus e nossos paradigmas

Escrevi sobre física quântica aqui há algum tempo, confesso que o assunto me fascina. Pois um dos ícones da física quântica, Amit Goswami, esteve no Brasil semana passada para a Conferência Internacional Ethos 2008 (já tinha sido entrevistado no programa Roda Viva em 2004). No livro “O Universo Autoconsciente”, Goswami diz que, se os estudos atuais nessa área se desenvolverem, logo no início do terceiro milênio Deus será objeto de ciência e não mais de religião (mas não é um Deus parecido com um imperador). Imaginem como isso pode mudar totalmente os paradigmas! Queria trazer aqui algumas idéias desse físico :

  •  Nem o mundo está determinado (como sugerem as religiões), uma vez que a física quântica descobriu o princípio da incerteza e a onda de possibilidades, nem existe o livre-arbítrio de que tanto se fala por aí, pois experimentos já cansaram de provar que estamos condicionados demais para isso.
  • Deus é uma espécie de consciência cósmica.  Há movimentos descontínuos no mundo para os quais não existe explicação matemática ou lógica, mas, mesmo assim, tudo é totalmente objetivo, não arbitrário. Daí a idéia da existência de Deus e de que Ele age de forma objetiva, bem definida.  
  • Estamos começando a entender a natureza (e a importância) da criatividade. Einstein disse “Não descobri a Teoria da Relatividade apenas com o pensamento racional”, porque ele já sabia que a criatividade era importante. Agora, quase cem anos de pesquisas sobre criatividade estão mostrando que os cientistas também dependem da intuição. 
  •  Galileu definiu os dois princípios da ciência: ela deve ser verificável e deve ser útil. O último princípio é o mais importante, mas alguns parecem achar que é o menos importante. Assim, é importantíssimo o efeito placebo, por exemplo, e toda a medicina mental, que faz a mente influir no corpo. Deepak Chopra começou a fazer uma revolução nesse sentido, com seu livro “Cura Quântica”, há dez anos. 
  • Nossa sociedade está em grande perigo nestes tempos, porque os indivíduos se tornaram objetos. As pessoas perseguem o sentido no mundo material e não há lugar para o sentido na matéria. E a transformação de indivíduos (sem sentido) em objetos significa sua permanência apenas como possibilidades. 

Para um pouco mais dessa loucura, clique na transcrição integral do Roda Viva (de 2004).

Saiba quanto custa cada produto que se recicla

(Por Daniel Chagas Martins via Área 3)

Juntei um monte de fontes consegui uma média do que se paga para o material que vai ser reciclado. Em outras palavras o que motiva os catadores nas cidades, no caso, em São Paulo:EPS (isopor) - R$ 0,40/kg

Alumínio - R$ 3,40/kg - equivalente a 75 latinhas

PET - R$ 1,20/kg (já caiu para 40 centavos em set/05)

Óleo de carro - R$ 0,10/litro. Esse pagamento não é destinado ao posto, mas sim ao frentista ou ao funcionário responsável pelas trocas.

Embalagens Longa Vida - R$ 0,33/kg

Jornal - R$ 1,70 a 0,90/kg

Ferro - R$ 0,20/kg

Embalagens de amaciantes de roupa e xampus (daquelas coloridas) variam de R$ 0,30/kg a 0,50kg.

Mais aqui.





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