Da matéria da Folha de S. Paulo com o presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), Marco Antonio Raupp, no último sábado (19/7), por ocasião da 60ª reunião da SBPC: “Para o matemático Marco Antonio Raupp, o atraso do Brasil em inovação tecnológica é legado da cultura empresarial brasileira que mostra aversão a investimentos de retorno a longo prazo e dialoga mal com a academia. Ele não isenta as universidades de culpa, mas diz que quem tem de agir agora são as empresas” (leia a entrevista na íntegra clicando aqui). Isso está em perfeita sintonia com a ótima entrevista que damos na HSM Management julho-agosto com o físico Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, responsável pela criação da Inova, a agência de inovação que é líder de patentes no Brasil. Mas a entrevista do Brito Cruz foi além, descrevendo todos os instrumentos que os empresários agora têm a sua disposição para inovar (isso tudo é super recente) e explicando que só tendo pesquisadores internamente (e não apenas com parcerias com universidades ou atuação em parques tecnológicos) é que as empresas vão realmente conseguir inovar. Enfim, acho imperdível para todo mundo que pensa em inovação hoje. E como não pensar em inovação hoje é impensável, a entrevista do Brito Cruz é imperdível. Ponto. (E, no tsunami mundial de inovações, outra expressão muito feliz do Vicente Falconi, ou as empresas brasileiras começam a inovar pra valer, ou, pela análise geral, o Brasil vai dançar…)PS: Vale dar uma olhada no site oficial da 60ª reunião da SBPC. Empresários, gestores & cia., está mais que na hora de acompanharmos essas coisas e convivermos com matemáticos, físicos e outros cientistas.
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Do Walter Longo, via UoD A previsão é da própria empresa: até 2015 sua linha de automóveis será totalmente livre de petróleo. Carros elétricos, bio-diesel e até hidrogênio fazem parte dos planos da Mercedes que já tomou a decisão de migrar para fontes alternativas de energia de forma definitiva. A previsão pode ser otimista, mas nada como o custo atual do petróleo para gerar mudanças radicais e quebrar paradigmas da indústria. (via AutoblogGreen)
Nem tudo são rosas, contudo. Continuando o post abaixo, Roberto Rodrigues (foto) alertou para a necessidade de mecanizar a cultura de cana, um debate que eu ainda não vi muito por aí. Vocês viram? Ele diz:
- Em São Paulo, há um movimento forte para terminar de vez com o corte de cana manual, que é considerado um trabalho desumano, pelas péssimas condições que oferece aos cortadores de cana, os bóias-frias. Mas há outra corrente, liderada pelos próprios trabalhadores, que não quer a mecanização em função do desemprego que seria causado. “Os dois lados têm sua razão e acho que a eliminação tem de ir acontecendo na medida do possível, com modelos de substituição de mão-de-obra.” Rodrigues contou está trabalhando com o governo estadual para criar um financiamento para a reciclagem dos trabalhadores e sua capacitação para plantio de produtos de alto valor agregado, como frutas, flores, seringueiras e orgânicos. Precisa fazer isso no País todo.
- As queimadas típicas da colheita manual da cultura de cana emitem mesmo gases de efeito estufa (faz-se queimada porque a folha da cana crua tem sílica, que corta os trabalhadores, e para afastar cobras). Isso torna a mecanização ainda mais desejável. Contudo, a queimada não agride tanto o solo quanto diz a lenda; estudos descobriram que a queima é tão rápida que não chega a mudar a temperatura a ponto de comprometer os microorganismos do solo.
Especialista em Engenharia de Software, Sílvio Meira, é reconhecido por sua dedicação a estudar o impacto das tecnologias sobre a sociedade. Durante os eventos realizados em Belo Horizonte, Curitiba e Brasília, ministrou a palestra “Convergência: presente, passado e futuro das telecomunicações”. Meira colocou ao público sua visão sobre como as tecnologias evoluíram até os dias de hoje e como vêm afetando as empresas e os relacionamentos. Apresentou, em seguida, suas previsões sobre os próximos estágios. Confira sua apresentação!
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O caderno Mais da Folha publicou uma entrevista com Philip Roth no último domingo. Roth é um dos principais escritores vivos da atualidade, sempre discutindo o que é a vida, sempre retratando de maneira profunda a espécie, ele, do alto dos seus 75 anos é pessimista, acredita que as páginas perderam para as telas. Hoje o Valor reproduz entrevista de Jeffrey Bezos, fundador e CEO da Amazon sobre o Kindle, o livro eletrônico deles.
Essa operação é uma mudança de modelo de negócios da Amazon, uma verticalização. Está dando certo? Parece que ainda não. Perguntado sobre os números, responde de forma evasiva e coloca percentual 6% sobre as vendas totais. No mesmo período Steve Jobs anuncia o iPhone 2.0 e a cota de vendas de 10 milhões de unidades em 2008. Acho que enquanto a Apple não aderir no mercado de livros, enquanto não trocar MacBooks por iBooks, os ebooks não decolarão. No mínimo, o design de ambos é ainda muito diferente… E a cota de vendas também…
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The Big Switch é um livro fantástico, indicado por Michael Zappa no Upd Talks 5X5, sobre a transformação da capacidade de computação em uma utility. Carr, que já foi editor executivo da Harvard Business Review, mostra que a mesma transformação que ocorreu com a eletricidade no começo da era Industrial, está acontecendo com a capacidade de computação nos dias de hoje. No momento em que as empresas não tinham mais que construir suas próprias fontes de eletricidade e puderam comprar energia de uma power plant, uma mudança fundamental ocorreu: as empresas puderam focar naquilo que realmente importava para elas. Segundo o autor, irá acontecer a mesma coisa com o TI (Tecnologia da Informação). Ainda gastamos muitos recursos e esforços para levantar e gerenciar uma parte de nossos negócios que muitas vezes não é o core business da empresa.
“Cloud Computing” está mudando essa história e possibilitando que empresas que estão começando ou que não querem investir recursos em hardware, possa competir com os líderes de mercado de igual para igual. Ele já é o grande diferencial tecnológico de empresas como Google e Amazon.
Vale a leitura!
Este é um pequeno vídeo da “aparição” de Ray Kurzweil durante o Thinking Digital Conference ontem na Inglaterra. Ao invés de viajar até o local do evento, Kurzweil foi via Teleportec . Um detalhe: ele consegue ver a platéia perfeitamente! Durante um dos eventos da HSM, ele fez a mesma coisa e teve gente querendo subir no palco pra tentar tocar nele…
Andrew Lippman além de ser a cabeça por trás do Programa de Comunicação Viral do MIT, é co-diretor do Communications Futures, projeto que visa transformar a vida no campus do MIT e da comunidade de Cambridge no modelo para o futuro da comunicação pessoal.
Lippman, estará no Brasil, no dia 3 de junho, para o Fórum Mundial de Marketing e Vendas falando sobre sociedades virais e como desenvolver produtos e serviços para a geração Google. Se você costuma escutar música MP3, saiba que ele foi um dos responsáveis a desenvolver o padrão MPEG de áudio.
Mas afinal o que são as comunicações virais, professor Lippman? “São as comunicações guiadas apenas pela vontade do cidadão, sem barreiras regulamentares ou concessões, que se espalham como vírus e se difundem pelo mundo como uma fantástica epidemia benigna, nas mãos de cada usuário. As comunicações virais estão criando redes, construções ágeis, escalares e sistemas colaborativos cujo crescimento não pode ser controlado. São formas de serviços e aplicações que utilizam o mínimo de potência e a máxima habilidade para intercomunicar com arquiteturas também virais, movimentando a inteligência do tronco para as folhas, que inclui todos os tipos de mecanismos básicos sem fio - wireless ou via rádio - bem como aplicações embutidas até nos objetos triviais da vida diária, como roupas, coleiras de cães ou mobília.”
Bill Gates apresentou, durante o Microsoft CEO Summit 2008, um demo de uma interface de computador multi-touch chamada TouchWall. O sistema permite transformar qualquer superfície em uma tela sensível ao toque. Para ter um gostinho, veja o vídeo abaixo.
Encerrando minha novelinha “2100, o ano dos nossos bisnetos”, aqui vão as outras projeções do feríssima Robert Ayres e sua equipe para então:
- Dando a lógica, a água potável não será mais de graça ou não-medida na maioria dos lugares. Novas tecnologias possibilitarão que as cidades tratem e reciclem água de esgoto com uma qualidade maior do que a oferecida hoje pela água natural subterrânea. Mas, claro, levará muitas décadas para o público aceitar água reciclada na torneira, apesar de os astronautas já fazerem isso rotineiramente. A moda atual por água natural engarrafada provavelmente atingirá um pico e diminuirá antes de 2100.
- A população global, decrescente, será razoavelmente bem nutrida, porém com uma dieta muito menos baseada em animais do que os países ricos têm hoje. Essa mudança ocorrerá espontaneamente, graças a preocupações com saúde e fatores ambientais. Como a maior parte da agricultura será dedicada a comida para humanos e não para animais, a carne bovina e a suína de animais alimentados por grãos serão muito mais caras. E os peixes não provenientes de aqüicultura também serão um luxo caro (os direitos de pesca oceânica devem ser privatizados, regulamentados e monitorados por satélites).
- Educação, entretenimento, as artes, a saúde, proteção ambiental e serviços de segurança serão de longe os maiores empregadores. A produção industrial será em grande parte robótica ou automatizada, e quase totalmente controlada por computadores. A construção civil será também em grande parte robótica, usando componentes pré-fabricados.
O UoD já havia falado aqui sobre o “Design and the Elastic Mind”, exibição que está no MoMA focada em Design, Ciência e Tecnologia. O vídeo abaixo é um tour conduzido pela curadora Paola Antonelli.
Durante o Updaters Talk 5X5, o Michell Zappa falou sobre uma tecnologia chamada ViPR que possibilita tirarmos fotos de produtos e receber por e-mail a descrição completa deles. Enquanto estamos tentando entender publicidade em buscadores já aparece alguém indo além…
(Por Wagner Brenner via UoD)
Aconteceu hoje pela manhã mais um encontro memorável numa lotada sala amarela, na Casa do Saber, em São Paulo. Michell Zappa apresentou seu 5X5. 5 Tecnologias para os próximos 5 anos e quem pode estar presente sentiu um pouco das emoções que um futuro breve nos aguarda. Generosamente, Michell nos autorizou um link para o conteúdo em pdf (39MB). Em breve mais fotos e trechos do talk.
Esse fim de semana, fui oficialmente apresentada ao projeto da USP chamado “Cidade do Conhecimento”
. Este trabalho visa apoiar e implantar projetos de “emancipação digital” que nasceram na USP ou em entidades parcerias para o mundo. Uma das portas utilizadas é o Second Life. Lá, eles adotaram uma política de “reforma agrária digital”, ou seja, quem tem um projeto muito interessante e que atenda os pré-requisitos da Cidade não precisa pagar pelo uso da terra e pode se instalar gratuitamente. Há também o incentivo do “Imposto Zero” que libera o fornecedor de qualquer ônus deste tipo. Já há um programa de ensino a distância instalado e eles estão abertos para ouvir escolas, empresas, gente interessada em participar e que tenha conteúdo para oferecer. O “governador” da cidade é o professor Gilson Schwartz. É só marcar uma audiência e ir em frente!
