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Arquivo para updates sobre 'vendas'

Podcast com Robert Cialdini

Robert Cialdini é reconhecido mundialmente como a maior autoridade em Ciência da Persuasão. Seu treinamento intensivo em Psicologia da Influência e seus mais de 30 anos de pesquisa nessa área concederam a Cialdini reputação internacional como especialista em Persuasão, Concordância e Negociação. Seus best-sellers Influence: science & practice – citado pela revista Fortune como um dos livros mais inteligentes (“The smartest books we know”) – e Influence: the psychology of persuasion, com mais de 1 milhão de cópias vendidas, e traduzido para mais de 20 idiomas, são o resultado de anos de estudo sobre o porquê de as pessoas cumprirem o que lhes é solicitado em situações de trabalho. Durante o Fórum Mundial de Negociação, tivemos uma conversa com ele que pode ser conferida neste podcast abaixo.

Outros podcasts do evento, podem ser acessados aqui.

Efeito Placebo e Preços

Existem dois mecanismos que suportam a existência do efeito placebo. O primeiro é a confiança que depositamos em um tratamento que nos é oferecido.  Só pelo fato de alguém nos ter dado atenção e indicado um remédio para o problema já nos sentimos melhor.  O outro é o condicionamento gerado por experiências passadas.  Ou seja, ao se lembrar que ao tomar algum medicamento o nosso organismo melhora, no momento em que nos é indicado um novo medicamento, naturalmente existe a tendência de acreditarmos que ficaremos melhor em breve. Mas o que isso tem a ver com preços? O preço de um produto ou serviço pode afetar o valor percebido do que estamos comprando?

Por exemplo, um shampoo de R$5,00 de marca tradicional é menos efetivo para limpar os cabelos que o shampoo de R$27,00 da mesma empresa? Podemos assumir que o maior preço reflete em melhor qualidade ou funcionalidade? O fato é que com algum controle podemos nos satisfazer com bons produtos que não custam mais caro.  (Por mais que meu trabalho na Quantiz seja ajudar companhias a criar e precificar “os shampoos de R$27,00″; não posso deixar de assumir que o que fazemos é muito pricing, branding, marketing…).

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Alguém me explica o telemarketing?

telemarketing.gifPara mim, marketing e vendas funcionam mais ou menos como naquela música do Chico Buarque, Terezinha de Jesus, em que o primeiro (pretendente) vem do florista e lhe dá um broche de ametista, o segundo vasculha sua gaveta e cheira sua comida, mas é o terceiro, chegando sorrateiro, que ganha a mulher: “Antes que eu dissesse não, se instalou feito um posseiro dentro do meu coração”. O sorrateiro chega no boca a boca, na boa publicidade etc.Por isso, não consigo entender como tem sucesso o telemarketing ativo, que invariavelmente usa a estratégia de um dos dois primeiros pretendentes da música (a invasão gentil ou a invasão hostil). (A invasão hostil é a fase 2 da estratégia do telemarketing, na verdade: quando eles ficam insistindo sem deixar a gente desligar.)Todos os meus amigos e parentes têm a mesma ojeriza que eu, ou até maior –não é incomum, por exemplo, as pessoas compartilharem táticas para se livrar dos operadores. A de um conhecido meu é bem inusitada (e eficaz). Ele diz ao operador: “Agora não posso falar; te ligo de volta. Até que horas você fica aí? Ah, só posso depois disso. Me dê o telefone da sua casa que eu te ligo, várias vezes se for preciso, fique tranquilo”. (Todos os operadores desligam rapidinho.)Alguém de marketing/vendas pode me explicar por que insistem tanto nessa ferramenta? Não entendo! Eis algumas perguntas:

  1. Essa estratégia MST de invasão dá resultado mesmo?
  2. O resultado compensa até a rejeição gerada no processo, inclusive rejeição à marca?
  3. Por que as empresas, no momento em que o alvo diz que não compra nada por telemarketing por princípio (nem uma BMW a US$ 1), não o deletam do mailing automaticamente?
  4. Por que eu recebo três ou quatro ligações na mesma semana da mesma empresa oferecendo o mesmo produto?
  5. Não ia ter uma lei proibindo as empresas de fazer isso? 
  6. De quem foi a idéia brilhante de usar telemarketing ativo para “relacionamento”, que nesse caso significa tentar empurrar mais produtos para alguém que já é cliente?

Importante: Minha crítica não se aplica ao marketing direto por correio (convencional ou eletrônico), em que temos a opção de simplesmente jogar fora a mensagem ou de lê-la na hora que tivermos disposição. As centrais de atendimento receptivas também são muito úteis e não têm nada a ver com minhas reclamações.PS1: Escrevo depois de receber uma ligação de telemarketing dessas… PS2: Fiz um google Eu odeio telemarketing, deu várias páginas. Vejam.  

Fórum Mundial de Marketing e Vendas

Fórum Mundial de Marketing e Vendas 2008  acontecerá nos dias 3 e 4 de junho, em São Paulo. Outro vídeo do evento aqui.



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